Passado segundo Lavoisier – Opinião – Henrique Carmona

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Por definição podemos dizer que o passado é apenas algo que já passou, já aconteceu.

Gramaticalmente podemos dizer que se resume a conjugação de verbos relativos a ação ou estado anterior, ou seja, verbos conjugados no pretérito.

Podemos ver também o passado como um objeto da história e sendo a história a ciência que de alguma forma estuda o passado e o relaciona com o presente, torna-se essencial ser conhecedor da história do passado não só para compreender o presente, mas também a razão pela qual chegamos a este mesmo “presente”.
Usualmente ouvimos e fazemos comentários como: “isso é coisa do passado”, “esquece isso, já passou”, “não há que perder tempo a pensar no passado, não há mais nada a fazer”.

Maioritariamente achamos que por as situações ou acontecimentos já terem ocorrido, não podem tornar a ocorrer. Que não se deve perder tempo a analisar, avaliar e corrigir o que de menos bem foi feito.

Nada mais errado, na minha perspetiva, pois só assim podemos criar/pensar em novas soluções para os problemas que tivemos no passado e que podem voltar a existir no presente.

Outra das razões que leva as pessoas a não quererem falar sobre o passado é a necessidade de não assumir as responsabilidades sobre as ações/situações que tiveram consequências menos agradáveis.

Tentando desta forma ficar isentas de responsabilidade ou pelo menos esperar que com o
esquecimento não tenham de assumir as suas ações passadas.

O presente é assim uma ilusão, pois, se não avaliamos nem corrigimos as nossas ações ao longo dos tempos, apenas mostramos e falamos do que nos deixa descansados e/ou menos responsáveis pelos momentos desagradáveis que fomos promovendo e vivendo.

Tendo, porém, a certeza de que esses momentos existiram e poderão repetir-se no futuro. Sejam eles bons ou ruins, às vezes é bom refletir sobre o que tiramos da experiência dos tempos anteriormente vividos.

Dessa forma, podemos então aprender a aproveitar cada minuto do presente e saber o que plantar para o futuro. O que torna importante não só refletir sobre o passado, para um melhor entendimento de como chegamos ao que hoje vivemos, como para corrigir as ações que nos tornarão o futuro mais consistente e promissor.

Seguindo esta linha de raciocínio podemos dizer que o passado, o presente e o futuro estarão sempre interligados pelo que não podemos ignorar nenhum deles pois a sua existência depende dessa ligação entre todos eles.

Fazendo assim uma analogia ao mundo da física e citando Antoine-Laurent de Lavoisier, podemos dizer que na vida, tal como na natureza, “… nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. A vida é feita de passado, presente e futuro, contudo temos sempre de lembrar que o passado é a história, presente a oportunidade e futuro a consequência de como temos vivido até o dia de hoje.

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