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Quarta-feira, Julho 10, 2024

Morreu o escultor de A Preguiça, Laranjeira Santos

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Metereologia

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A notícia é avançada pela autarquia, que divulgou a seguinte nota de pesar:

manifesta o seu profundo pesar pelo falecimento do mestre Escultor Laranjeira Santos, este domingo, aos 93 anos, apresenta sentidas condolências à família e aos amigos e agradece-lhe, uma vez mais e publicamente, o seu amor e generosidade para com a Figueira da Foz, cidade onde tinha residência e a quem doou mais de uma centena de obras de escultura e desenho, representativas do seu percurso artístico desde a década de 50 do século XX até à atualidade, que se encontra exposta no Núcleo de Arte Contemporânea Laranjeira Santos (NACLS), criado em 2020 no requalificado Castelo Engenheiro Silva, um dos mais emblemáticos edifícios da cidade.

O Município atribuiu-lhe por unanimidade, em reunião de câmara de 09 de dezembro de 2020, a Medalha de Mérito Cultural em prata dourada, como forma publico reconhecimento da sua vida, obra e do seu legado à cidade.

A Figueira da Foz estar-lhe-á para sempre reconhecida e, através do NACLS, o Município compromete-se a continuar a honrar e divulgar junto das gerações vindouras o seu legado e percurso artístico.

Laranjeira Santos nasceu em Lisboa a 24 de setembro de 1930. Em 1951 ingressou na Escola Superior de Belas Artes, tendo concluído a licenciatura em Escultura em 1955.

No mesmo ano recebeu, da Academia Nacional de Belas Artes, o Prémio de melhor aluno na área da Escultura, prémio que esse ano resultou numa bolsa de um mês na cidade da Figueira da Foz, para participar na XVIII Missão Estética de Férias. Foi nesta altura que, participou na exposição coletiva com os restantes colegas premiados das outras áreas artísticas, no Museu Municipal Santos Rocha, e conheceu Maria José Guerra, filha do Professor António Víctor Guerra, diretor do Museu, e aquela que viria a ser sua mulher. Aqui se inicia a sua forte relação com a cidade da Figueira da Foz.

Em 1961, uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian, conduziu Laranjeira Santos para Itália, onde permaneceu até 1963, proporcionando-lhe uma nova licenciatura em Escultura na Accademia di Belle Arti di Roma.

De regresso a Portugal, retomou a atividade de Professor. Em 1971 integrou a Escola Luís de Camões, onde efetivou e permaneceu cerca de 20 anos. Paralelamente, deu seguimento à sua produção artística, trabalhando intensamente entre o seu atelier dos Coruchéus, em Lisboa, e o atelier de Sintra.

Ao longo da sua carreira artística foi galardoado com diversas distinções das quais se destacam o 1º Prémio Concurso Público da Reconquista Cristã da Cidade de Silves (Câmara Municipal de Silves -1948), o Prémio Nacional de Escultura ANBA/ XVIII Missão Estética, com a obra «A Preguiça» (Figueira da Foz – 1955), o Prémio Mestre Manuel Pereira, Salão dos Novíssimos, SNI, o Prémio Concurso Público, motivo escultórico para o mercado do Bairro da Encarnação (Câmara Municipal de Lisboa), o Prémio Concurso Público, motivo escultórico para o Jardim do Bairro da Encarnação (Câmara Municipal de Lisboa -1963), a Medalha de Prata no Salão de Arte Moderna, Estoril (1966), o 1º Prémio Concurso Público, Monumento comemorativo da 1ª Travessia Aérea Atlântico Sul (Câmara Municipal de Lisboa -1970), , o 1º Prémio do Simposium Internacional de Escultura em Ferro para o ar livre (Câmara Municipal de Abrantes – 1996), Menção Honrosa no Prémio de Escultura EDINFOR (1998) e Prémio de Aquisição – Academia Nacional de Belas Artes (2002).

Em 2002 foi eleito, por unanimidade, académico correspondente pela Academia Nacional de Belas Artes, e em 2011 Académico Efetivo da Academia.

Participou em várias exposições, tanto no país como no estrangeiro, nomeadamente em Espanha, Itália, Marrocos, França, Mónaco.

Laranjeira Santos faz parte de uma importante geração de escultores contemporâneos e a sua obra encontra-se representada em diversas coleções institucionais, municipais e particulares, em Portugal e no estrangeiro.

Em 2014 apresentou, na Figueira da Foz, numa exposição ao ar livre «o Percurso da Preguiça», boa parte da sua obra pública, maioritariamente exposta no Parque das Abadias e no Jardim Municipal, encontrando-se neste último espaço as esculturas Mãe (2015) e Concepção (2016).

No Espelho d´ Água, junto ao Forte de Santa Catarina, encontra-se a primeira escultura que doou à cidade, em 1960, «A Preguiça».

Em 2022, por ocasião do seu 91º aniversário o Município estreou a curta-metragem de ficção «Laranjeira Santos, um menino de 91 anos que continua a sonhar» que, atualmente, integra o percurso expositivo do NACLS.

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