O Governo conferiu posse ao antigo vice-primeiro-ministro Paulo Portas como comissário-geral das Comemorações dos 900 anos da Fundação de Portugal. Durante a cerimónia oficial, a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, revelou as grandes diretrizes do Executivo para as celebrações, preconizando um programa descentralizado e abrangente, desenhado para envolver as comunidades locais, o ecossistema escolar e a sociedade civil de todas as regiões do país.
A tutela frisou que as atividades comemorativas — programadas para se estenderem até ao ano de 2028 — devem afastar-se de visões nostálgicas, focando-se no rigor científico e na valorização do património partilhado. “O objetivo é que cheguem às escolas, às instituições de Ensino Superior, aos museus e aos monumentos”, afirmou a ministra, classificando a iniciativa como um projeto de manifesto interesse nacional. O plano operacional vai articular o trabalho de investigadores, autarquias e agentes culturais para aproximar as diferentes gerações da história e da identidade daquela que é uma das nações mais antigas do mundo.
O roteiro das comemorações usará como pilares cronológicos os acontecimentos militares e políticos do século XII que ditaram a independência nacional, nomeadamente a Batalha de São Mamede (1128), a Batalha de Ourique (1139) e a assinatura do Tratado de Zamora (1143). Através desta descentralização territorial, o Governo pretende robustecer a literacia histórica dos cidadãos e projetar a riqueza da cultura e das instituições democráticas portuguesas a partir dos seus marcos fundacionais.

Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, na cerimónia de posse do comissário-geral para as Comemorações dos 900 anos da Fundação de Portugal, Paulo Portas, a 22 de julho, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa. (GMCJD/MARIANA VALLE LIMA)







