Reunião de Câmara | 05 de janeiro 2022

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Na primeira Reunião de Câmara do ano de 2022, foram abordados alguns assuntos que integraram o período antes da ordem do dia, que despoletaram alguma troca de comentários mais acesos.
O cancelamento do Concerto de Passagem de Ano com o cantor Matias Damásio foi um assunto abordado pelo vereador Carlos Monteiro que se surpreendeu com o facto de no mesmo dia ter passado um concerto do dito artista na televisão pública africana, e, portanto, quis certificar-se da razão efetiva do cancelamento.
Foi esclarecido pelo Presidente, que o cancelamento aconteceu porque o artista em causa testou positivo à Covid 19. Perante a constatação da emissão de um concerto do artista, num canal africano, foi esclarecido que se tratava de um concerto gravado previamente, conforme confirmado pela Divisão da Cultura.
A vereadora Ana Carvalho questionou sobre um suposto foco de pandemia no Urbanismo e se foram tomadas as devidas precauções imediatamente.
O Presidente afirmou que se confirmou a existência de um foco pandémico nesta unidade de trabalho, comunicada numa primeira fase à Chefe de Divisão e só, posteriormente, ao Gabinete da Presidência. No entanto, foram de imediato tomadas todas as diligências consideradas necessárias e obrigatórias, com a comunicação imediata à Autoridade de Saúde Local, instalou-se um posto de testagem no próprio edifício da Câmara para realização de testes a todos os funcionários e ainda o confinamento de todos os contactos, num claro intuito de redução do índice de transmissibilidade. Outros casos pontuais aconteceram noutros departamentos pelo que a atuação foi conforme ao legalmente estipulado.
O Fogo de artifício na noite do 1º dia do ano foi um tema também abordado, devido ao facto de ter sido decidido no dia e não planeado com tempo.
De facto, na tarde do dia 01 de janeiro, foi tomada a decisão por parte do executivo camarário de proceder a uma outra sessão de fogo de artifício, situação que, inicialmente, não estava prevista, mas entendível na sequência dos inúmeros relatos de algum desconforto por parte de munícipes e visitantes uma vez que na zona junto à Torre do Relógio, o espetáculo pirotécnico praticamente não existiu dado que, numa ótica de descentralização, o espetáculo em causa para a noite de Passagem de Ano, estendeu-se por diferentes freguesias do concelho e aquela especificamente, ficou um pouco aquém do expectável, além do que, foram cancelados todos os espetáculos musicais poucos dias antes.
Assim, deliberou-se ofertar à população residente e não residente um outro espetáculo pirotécnico, em três pontos específicos da praia da Claridade. Saliente-se que todos os procedimentos administrativos e legalmente exigíveis foram cumpridos, graças ao empenho daqueles que, tendo sido chamados para trabalhar no 1º dia do ano, o fizeram.
A situação do Porto da Figueira da Foz continua a ser um ponto de agenda de trabalho permanente e a necessitar de uma resposta premente pelo que, uma vez mais, se reitera todo o empenho e interesse deste executivo em solucionar vários pontos de salutar interesse, não só em termos administrativos, mas em prol da segurança daqueles que têm no mar o seu ganha-pão. Continuam a ser encetados esforços junto das autoridades competentes para questões como o assoreamento, dragagens, transposição de areias e bypass como forma de minimizar riscos e evitar danos distintos, tornando o Porto da Figueira um porto seguro.
O Presidente abordou duas importantes reuniões que teve, uma sobre a conferência procedimental do Plano Pormenor da primeira fase da área industrial e empresarial do Pinhal da Gandra, outra com a Diretora da Segurança Social de Coimbra, Dra. Maria Manuela Veloso. O Presidente mostrou-se realmente indignado por não haver terrenos, espaços ou lotes para podermos oferecer aos investidores que nos procuram e que precisam de espaço para instalar as suas empresas.
Também o facto de haver tantas IPSS no Concelho e apenas a Associação Goltz de Carvalho, a Associação Fernão Mendes Pinto e a Delegação da Cruz Vermelha Portuguesa da Figueira da Foz serem as únicas com protocolos com a Segurança Social e a Figueira da Foz ser o único Concelho do Distrito sem uma cama de Cuidados Continuados nomeadamente da parte da Santa Casa da Misericórdia ao contrário de muitas outras cidades do Distrito como Penacova, Lousã, Pampilhosa da Serra ou Montemor-o-Velho, por exemplo.
Destaca-se a necessidade de dar resposta a uma realidade que nos compromete do ponto de vista social: somos também um Concelho sem nenhuma Unidade de Cuidados Paliativos, situação que irá ter, obrigatoriamente, uma resposta através da conjugação de esforços entre diferentes entidades.
Os demais pontos, previamente agendados, foram alvo de análise e votação, sendo que a maioria foi votada por unanimidade.
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