Pintura da coleção do Museu Municipal da Figueira da Foz integra exposição no Museu de Aveiro

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A pintura «Morte da Princesa Joana», um óleo sobre tela de 1943, da autoria de Eugénia Coelho, da coleção do Museu Municipal Santos Rocha (MMSR), vai integrar, por empréstimo, a exposição temporária «Santa Joana, 550 anos em Aveiro», que irá estar patente no Museu de Aveiro – Santa Joana, de 12 de maio a 28 de agosto de 2022, e a qual pretende “explorar e fazer o ponto de situação do conhecimento sobre as diversas vertentes” da presença de Santa Joana em Aveiro e “do culto que lhe é prestado, tanto nacional como internacionalmente, onde se inclui também a espiritualidade da Ordem Dominicana.”

A «Morte da Princesa Joana», constituiu a tese final do Curso de Belas Artes da artista e foi apresentada, em 1943, numa das dependências da Escola Nacional de Belas Artes. Foi incorporada na coleção do MMSR em 1955.

A descrição minuciosa deste trabalho, indicando a presença de todos os elementos simbólicos encontra-se indicada no documento “Memória descritiva do quadro”: “Na sua cela do Convento de Jesus em Aveiro, sobre uma cama estreita e dura (segundo o costume monástico), Santa Joana agoniza, rodeada por algumas religiosas da Ordem Dominicana. Junto da cama está armado um altar. Dois padres dominicanos, os confessores da princesa, rezam a seu pedido o “Ofício da Agonia”. Um dos sacerdotes lê as orações e o outro acompanha-o com um livro na mão. Junto à cabeceira da cama, à direita, uma religiosa ajoelhada, sustentando na mão pálida e transparente da moribunda um cúrio bento; a mão esquerda da Princesa aperta ao peito um crucifixo. Do lado esquerdo da cama, outra religiosa de pé ocupa-se a acomodar serenamente o travesseiro onde repousa a iluminada cabeça da Santa Princesa “Aos pés da cama duas dominicanas ajoelhadas rezam, chorando, uma curvada sobre o leito, a outra erguendo os olhos para o céu…”

BIO: Eugénia Coelho (1905-1975)

Eugénia da Silva Colares Duarte Coelho nasceu em Lisboa a 3 de janeiro de 1905. Pintora, desenhadora e ceramista, frequentou vários cursos particulares. Curso Superior de Pintura da Escola de Belas Artes de Lisboa. Foi discípula de Alves Cardoso, Varela Aldemira, Frederico Aires e José Campas.

Foi professora na Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa. Foram suas alunas, entre outras, as artistas Ana Maria de Almeida Eusébio e Luísa Remus.

Expôs individualmente pela primeira vez em Lisboa (1933). Seguem-se outras exposições no Salão do Jornal «O Século», Lisboa (1934) e no Estúdio do Secretariado Nacional de Informação, Lisboa (1947).

Concorreu às exposições da Sociedade Nacional de Belas Artes (1929, 1931,1934, 1935 e 1955); Certame Mulheres Portuguesas/Salas de «O Século», Lisboa (1930); Exposição «Mulheres Portuguesas», Lisboa (1930); Grande Exposição dos Artistas Portugueses, Porto (1935); Exposição Motivos de Lisboa, Lisboa (1935); 1.ª Exposição de Arte Retrospectiva (1880-1933), Lisboa (1937); Exposição de Arte da Casa da Imprensa, Lisboa (1942); IV Exposição “A Imagem da Flor” – Câmara Municipal de Lisboa (1947); I Salão Provincial da Junta de Turismo da Beira Alta, Viseu (1947).

Teve ateliê na Rua D. Estefânia, em Lisboa.

Faleceu nesta cidade a 14 de maio de 1975.

Encontra-se representada no Museu José Malhoa (Caldas da Rainha); Museu Municipal Dr. Santos Rocha (Figueira da Foz).

PRÉMIOS:

1935 – Menção Honrosa – XXXII Exposição/Sociedade Nacional de Belas Artes;

1941 – Prémio Ferreira Chaves – Academia Nacional de Belas Artes, Lisboa;

1947 – Menção Honrosa – IV Exposição A Imagem da Flor /Câmara M. Lisboa

 

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