Edifício da Biblioteca, Museu e Auditório Municipais em processo de classificação

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O Município da Figueira da Foz anunciou que aprovou, por unanimidade, na reunião de Câmara do dia 11 de maio, a proposta de classificação patrimonial do edifício que acolhe o Museu, a Biblioteca e o Auditório Municipais, como Monumento de Interesse Municipal.

A proposta vai, entretanto, ser submetida a parecer da Direção Regional de Cultura do Centro, que se irá pronunciar sobre a categoria de classificação a atribuir.

A proposta de classificação é fundamentada pela conceção arquitetónica, estética, urbanística e paisagística do imóvel, pelo contexto histórico e cultural da sua existência, bem como pelos fins a que se destina e às figuras que a ele estão associadas, e que tornam o contexto geral e a história particular do edifício um valor acrescentado no património cultural da cidade e da região, concorrendo para uma imagem distinta no desenho da cidade, e justificando a sua preservação, salvaguarda e valorização.

O Museu e a Biblioteca Municipais são instituições culturais centenárias que partilharam, em fases distintas da sua existência, o mesmo espaço físico – a Casa do Paço. Em 1975, o Museu e a Biblioteca foram instalados num moderno edifício, cujo projeto é da autoria do arquiteto figueirense José Isaías Cardoso, introdutor da arquitetura moderna na Figueira da Foz e foi construído de raiz para os acolher, entre 1963-1974, e onde recuperaram, definitivamente, uma privilegiada simbiose cultural.

O edifício foi idealizado na década de 1960 como um moderno Centro Cultural para uma cidade em crescimento, integrado num plano urbanístico mais abrangente que projetou a cidade para norte, através do Vale das Abadias.

Localizado no topo de uma encosta do Vale das Abadias, a rematar uma via que oportunamente receberia a designação de Rua Calouste Gulbenkian, em homenagem ao grande benemérito Calouste Sarkis Gulbenkian, cuja Fundação contribuiu substancialmente para a construção deste equipamento cultural figueirense, o edifício encontra-se harmoniosamente integrado no parque verde envolvente, podendo ser considerado como a “Gulbenkian da Figueira da Foz”, na respetiva escala das duas cidades.

 

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