PSD de Coimbra quer partido a exigir autoestrada para Viseu e omite Porto da Figueira da Foz

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no próximo dia 17de março 2021, terá lugar a consignação da Empreitada “IP3, Km 63+650, ESTABILIZAÇÃO DE TALUDE DE ESCAVAÇÃO E REABILITAÇÃO DA PLATAFORMA”, situada no Distrito de Coimbra Concelho de Penacova O Projeto foi elaborado externamente pelo consórcio constituído pelas firmas Estrutovia-- Consultores de Engenharia Lda. e Geocontrole Geotécnia e Estruturas de Fundação SA, sendo o projeto da plena via da autoria da Enaque, tendo a empreitada sido adjudicada à empresa Ancorpor — Geotecnia e Fundações, Lda., com um custo de 1.392.454,00€, e prazo de 240 dias, sendo a Gestão do Contrato da responsabilidade do COCN - Centro Operacional Centro Norte, da Direção da Rede Rodoviária (DRR) A presente empreitada tem por objeto a estabilização do talude de escavação localizado entre os km ’s 63+000 e o 63+650 (LD), do IP3 de modo a assegurar as condições de circulação e de segurança rodoviária neste troço. O talude desenvolve-se ao longo de uma imponente encosta, com cerca de 50m de cotas de trabalho, e numa extensão de cerca de 600 m. O levantamento do talude permitiu identificar vários trechos com características litológicas e de compartimentação distintas, nomeadamente zonas singulares com comportamento geotécnico mais desfavorável onde se observam fenómenos de instabilização já instalados ou onde o seu aparecimento seja muito provável. De um modo geral, as soluções preconizadas passam pela limpeza do talude, reabilitação e reparação das redes existentes, execução de pregagens, reabilitação dos muros de gabiões, geodrenos e bueiros, sistemas e painéis de cabos, e revestimento com betão projetado e fibras metálicas. Em termos de condicionamentos, e uma vez que a intervenção se desenvolve num troço viário com um elevado tráfego diário, será garantido o funcionamento permanente de duas vias, com uma largura mínima de 3,2 a 3,5m para cada sentido, e 0, 60 m para o separador, admitindo-se condicionalismos pontuais, através da implementação de circulação alternada.
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O PSD de Coimbra vai apresentar ao 40.º Congresso dos sociais-democratas, que se realiza no Porto, de 01 a 03 de julho, uma moção a propor que o partido continue a exigir uma ligação por autoestrada entre Coimbra e Viseu. Em relação ao Porto da Figueira da Foz, que pode beneficiar dessa ligação, nada é referido.

“Quando foram apresentadas [pelo anterior Governo do PS] as obras de requalificação do IP3, no troço entre Coimbra e Viseu, foi dado a entender, de forma errada e intencionalmente, que este seria transformado numa autoestrada, a qual apresentaria como grande vantagem o facto de não vir a ser portajada”, recorda a moção setorial.

Contudo, para os sociais-democratas do distrito de Coimbra, “este tipo de comunicação ardilosa do PS, felizmente, não conseguiu perdurar no tempo”.

“A maior parte dos utentes desta via puderam constatar com a evolução da obra que, no troço mais crítico, entre Penacova e Mortágua, as intervenções não passaram de meras obras de conservação”, segundo o documento, a que a agência Lusa teve acesso.

O texto foi aprovado por unanimidade numa reunião da Assembleia Distrital do PSD realizada em Penacova, na segunda-feira.

“Propomos que o PSD continue ativamente a pugnar pela execução da ligação entre Coimbra e Viseu por autoestrada”, lê-se na moção, intitulada “IP3 – a autoestrada esquecida!”, cujo prazo de entrega para discussão pelo Congresso termina no dia 27.

Afirmando-se “conscientes do contexto adverso, dada a situação financeira do país e o quase inexistente financiamento comunitário para infraestruturas rodoviárias”, os proponentes entendem que o PSD deve exigir ao Governo “que dê cumprimento às conclusões do relatório do grupo de trabalho para as Infraestruturas de Elevado Valor Acrescentado (IEVA) e decisões que levaram à inclusão da a autoestrada Coimbra-Viseu no Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas 2015-2020 (PETI3+)”.

“O IP3 não oferece qualidade, nem segurança, para o tráfego de pesados e ligeiros”, salientou à Lusa o presidente da Comissão Política Distrital de Coimbra do PSD, Paulo Leitão.

Para o também vereador da Câmara Municipal de Coimbra, “com algumas obras de cosmética, o Governo do PS quer fazer passear para as calendas aquilo que é uma necessidade real”.

“De todos os itinerários principais (IP) com elevado volume de tráfego, o IP3 será certamente o único que não foi integralmente substituído por uma autoestrada e, ainda por cima e inexplicavelmente, na secção já referida e com tráfego mais intenso e condições de circulação mais críticas”, de acordo com a moção.

Em 2015, quando Portugal “se encontrava sob intervenção externa, o Governo liderado por Pedro Passos Coelho (…) lançou o concurso para o estudo prévio da construção da referida ligação em tipologia de autoestrada”, então designada “Via dos Duques” .

O grupo de trabalho para as IEVA concluiu, em 2014, que a ligação em autoestrada de Coimbra a Viseu (IP3) “era uma das duas obras rodoviárias mais prioritárias no país”.

“A outra era o Túnel do Marão (IP4), que foi, entretanto, construído”, realça o PSD de Coimbra na moção.

 

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