Polo da Universidade de Coimbra na Figueira da Foz oficializado em julho

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O presidente da Câmara da Figueira da Foz revelou esta terça-feira que o Município vai assinar com a Universidade de Coimbra (UC) o protocolo de instalação de um polo de ensino superior na cidade, na primeira quinzena de julho.

Pedro Santana Lopes disse aos jornalistas, no final da reunião de Câmara extraordinária, que as aulas deverão iniciar-se entre “setembro e novembro”, na Quinta das Olaias, que vai servir de base logística.

“As cláusulas [com a UC] estão todas acordadas e estamos só à espera de que o reitor confirme a data [da assinatura do protocolo], que espero seja na primeira quinzena de julho”, adiantou.

O autarca confirmou que o polo vai ministrar licenciaturas e pós-graduações e que o arranque deverá acontecer com dois cursos.

A 18 de maio, um dia depois de uma visita do reitor da UC, Santana Lopes disse que a base do polo de ensino superior “vai funcionar na Quinta das Olaias, mas não vai funcionar tudo naquele local, até porque não tem espaço”.

Datado de 1840, o edifício da Quinta das Olaias foi adquirido pelo município da Figueira da Foz na primeira passagem de Santana Lopes pela presidência do Município, no mandato 1997-2001, que funciona como Casa-Museu, com uma exposição permanente de João Reis.

Segundo Santana Lopes, o neto do pintor, que reside no Brasil, não mostrou reservas quanto à transferência do espólio exposto na Quinta das Olaias para o Museu Municipal, “o que é motivo de satisfação”, e destacou a importância da vinda de um polo da UC para a Figueira da Foz.

“Ouvi tanta coisa, que iria ser muito complicado, e foi exatamente o contrário, o que constitui um enorme passo em frente”, disse o presidente da Câmara, salientando que o neto de João Reis “apoia inteiramente a nossa posição e compreende a nossa opção”.

Na reunião desta terça-feira, que durou menos de dois minutos, o Município votou, por unanimidade, o aumento de 5% na transferência de verbas para as 14 freguesias do concelho, aumentando o valor total de 764 mil euros para 813 mil euros, que terá ainda de ser ratificado pela Assembleia Municipal da próxima quinta-feira.

O aumento de 5% nas verbas destina-se a suportar os aumentos com a manutenção dos espaços públicos e zonas verdes.

“Neste momento, não podemos cumprir as obras que estão previstas no Orçamento para as freguesias, porque cada empreitada quase duplicou”, sublinhou Santana Lopes, adiantando que o município está a “reformular tudo”. O autarca queixou-se que “disparou tudo para níveis absolutamente inacreditáveis”.

 

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