Sindicato estranha que em Agosto uma directora de Hotel na Figueira da Foz esteja de férias

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Do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro recebemos a seguinte exposição, que reproduzimos.

«Os trabalhadores (as) do Hotel Mercure da Figueira da Foz, após duas reuniões em plenário, envio de dois ofícios a solicitar que a empresa considerasse o regresso dos horários à normalidade existente antes da Pandemia Covid 19, enviaram um abaixo assinado com a assinatura de 90% dos trabalhadores (as) de todas as secções a manifestar essa sua pretensão.

No primeiro ofício, ainda existiu por parte da empresa e da senhora Directora do Hotel um esboço de abertura para o diálogo, mas depressa se esfumou, assumindo a Dª da unidade, a alteração dos horários propostos pelos chefes de secção, que iam no sentido de satisfazer o justo pedido dos trabalhadores (as).

Pedimos à DRH do Grupo ACCOR e aos responsáveis na cadeia hierárquica acima da Dr.ª do Hotel, que pudessem interferir e para sustentar essa reivindicação foram recolhidas as assinaturas de 90% dos trabalhadores (as) do quadro de pessoal, e posteriormente foram enviadas.

No passado dia 28 de Julho, foi enviado mais uma comunicação, onde manifestámos estranheza da ausência de resposta ao email enviado no passado dia 20 de Julho, contestando a fixação do horário/escala de Agosto, que mantém os mesmos critérios como se nos mantivéssemos em período de Pandemia, indicando que isso era de extrema gravidade, porque estão a ser exigidos ritmos de trabalho excessivos, que colocam em causa a qualidade da prestação de serviço, pois com a unidade cheia, estão escaladas apenas duas empregadas de andar do quadro e depois recorrem a trabalhadores (as) extras sem grande conhecimento do serviço e da unidade, o que tem levado ao desespero e choro, provocados por uma grande pressão.

É ao dia de hoje reconhecido por todos os intervenientes no sector do turismo que a situação actual da ocupação já está a atingir níveis que representam o regresso à normalidade, ultrapassando até os números de ocupação registados em 2019, sendo por isso necessário colocar um fim às medidas excepcionais que alteraram o normal funcionamento das relações laborais.

A elaboração de uma escala anual, de descansos semanais rotativos, que poderia ser alterada desde que existisse motivo justificativo, era  e será a única forma que poderá salvaguardar o direito inalienável aos trabalhadores (as) à organização da vida familiar e profissional que a lei também determina.

Nesta matéria os trabalhadores (as) propõem que a elaboração/organização de horários, voltem a essa normalidade anterior à situação de pandemia Covid, devolvendo assim esse direito que hoje está colocado em causa, com elaboração de horários por vezes semanais, com folgas fixas e sem o direito a descanso semanal ao fim de semana, que devia ser garantido alternando entre todos de cada secção esse direito, sempre que possível.

Este seria um problema de fácil resolução, com assinatura de acordo, mas a ausência de resposta e agora também de interlocutor, porque a Sª Directora não só não quis que alterassem as escalas e horários, como foi de férias, pasme-se no mês em que aos trabalhadores não é permitido.

Os trabalhadores (as) irão decidir nos próximos dias qual a forma de luta que irão encetar, tendo em vista uma resposta e á recolocação dos horários de trabalho que por direito lhes devem ser facultados pela empresa».

Figueira da Foz, 1 de Agosto de 2022

A Direcção do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro

 

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