SOS Cabedelo alerta que o mar vai afetar praias a sul da Figueira da Foz

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O movimento cívico SOS Cabedelo, da Figueira da Foz, alertou para uma grave situação nas praias da costa sul do concelho na madrugada de quinta-feira devido à previsão de forte agitação marítima, conjugada com a maré alta.

Miguel Figueira deu conta de que as previsões para o estado do mar indiciam uma situação preocupante, que vai afetar as praias do Cabedelo, Cova-Gala, Leirosa e Costa de Lavos.

“O pico [da ondulação] será às 3h00, trazida por muito vento”, disse aquele responsável do movimento, salientando que o problema é agravado pela maré alta prevista para a mesma hora, com 3,42 metros.

Referindo que “quando estes dois fatores se juntam a situação é mais crítica”, Miguel Figueira lamentou que as praias da costa sul da Figueira da Foz estejam “vulneráveis e desprotegidas” para resistir a fenómenos normais do mar.

“Estamos fartos desta política costeira, que vê o mar como inimigo e se apronta a atirar-lhes com pedra. A única maneira que temos de fazer proteção costeira é perceber como o mar funciona e trabalhar com ele”, sublinhou.

No caso do Cabedelo, cuja intervenção o movimento SOS contesta desde a sua execução, Miguel Figueira defendeu que os galgamentos vão continuar a existir enquanto não for colocada areia à frente da duna primária.

“A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) deu cobertura a uma intervenção nunca vista em lado nenhum, ao meter areia atrás da duna, que não faz nada, pois tem de ser colocada na praia à frente da duna”, explicou.

O SOS Cabedelo tem defendido a construção de um ‘bypass’, que faça transferências contínuas de areia “para que a praia esteja bem nutrida e a dissipação de energias [do mar] se faça muito antes do mar atacar a duna primária”.

Outro dos pontos críticos apontados por Miguel Figueira é a praia da Cova-Gala, que sofreu “intervenções erradas há muitos anos” e que devia receber alimentações de areia no fim do verão, que já não são efetuadas desde 2019.

O problema da erosão costeira tem sido uma temática bastante discutida na Figueira da Foz, tendo-se realizado no dia 15 uma sessão de esclarecimento com a APA sobre as intervenções previstas para o concelho.

Na reunião, o presidente da Câmara exigiu celeridade nas intervenções de combate à erosão da costa e ameaçou com formas de luta se os processos não avançarem.

Pedro Santana Lopes defendeu que a situação no concelho apresenta “circunstâncias excecionais”, que podem ser usadas para diminuir prazos dos procedimentos legais, já que “estão em causa vidas humanas, habitações, segurança e risco”.

Em comunicado, a Capitania do Porto da Figueira da Foz alertou toda a comunidade marítima e a população em geral que frequente as zonas costeiras e ribeirinhas para as condições meteo-oceanográficas adversas, com especial agravamento a partir da madrugada de quinta-feira até ao final de sexta-feira.

“Chama-se a atenção para a previsão de ondulação de noroeste, que apresentará um período largo, o que significa que transportará bastante energia e que poderá atingir os seis metros de altura durante a manhã do dia 24 de novembro”.

Devido a este agravamento, a Capitania alertou para a necessidade de precaver a proteção das infraestruturas, como bares e restaurantes, que estarão mais vulneráveis no caso de se verificarem galgamentos, e que deve ser prestada especial atenção ao período da preia-mar na madrugada de quinta-feira.

“É vital ter presente que, nestas condições, o mar poderá alcançar zonas que, aparentemente, parecem seguras”, lê-se no comunicado.

 

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