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Sábado, Março 2, 2024

Viaturas elétricas da Cáritas de Coimbra também para a Figueira da Foz

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A Cáritas Diocesana de Coimbra investiu um total de 410 mil euros em eficiência energética, com a instalação de cinco centrais fotovoltaicas e a aquisição de 14 viaturas 100% elétricas, disse hoje o presidente da instituição.

Em declarações à agência Lusa, Manuel Antunes notou que, por um lado, a aposta na aquisição das 14 viaturas elétricas – apoiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) – visa garantir a melhoria de condições nos serviços essenciais prestados pela Cáritas, enquanto a aposta na energia fotovoltaica passa por recuperar esse investimento, com a poupança energética gerada, num prazo previsível de cerca de três anos.

No caso das viaturas elétricas, a Cáritas Diocesana de Coimbra suporta cerca de 170 mil euros com a sua aquisição e transformação para as funções específicas que possuem, enquanto o PRR contribui com 350 mil euros, até ao limite máximo de 25 mil euros por viatura.

“São 14 viaturas, 12 são de carga ligeira, que andam pelos 27, 28 mil euros cada, e duas são de transporte de passageiros de nove lugares, com um valor bastante acima dos 25 mil. E depois todas elas tiveram de ser transformadas para transporte de pessoas com deficiência, num caso e de transporte de produtos alimentícios e outros, que servem para as nossas equipas se deslocarem às residências dos utentes no Serviço de Apoio Domiciliário”, explicou Manuel Antunes.

O médico cardiologista – reformado desde 2018, que é uma referência na cirurgia cardiotorácica em Portugal, tendo assumido a presidência da instituição há cerca de dois anos e meio, em novembro de 2020 – frisou que a Cáritas Diocesana de Coimbra tem um parque automóvel de cerca de 150 viaturas e que esta aquisição irá permitir “retirar de circulação o mesmo número de viaturas, que já se encontravam em adiantado estado de degradação”.

“Algumas provavelmente ainda terão algum valor comercial, sempre tiramos alguma coisa, outras provavelmente nem isso têm. Mas estavam a começar a ficar incapazes para o serviço que a instituição tem, com a dignidade que tem de ter”, sublinhou.

Questionado sobre se considerava que o valor aplicado nas viaturas elétricas é de alguma monta, Manuel Antunes disse “que é sempre tudo muito relativo”. Levando em conta que o orçamento da Cáritas de Coimbra aprovado para 2023 se situa nos 24 milhões de euros, “esta quantia [das viaturas elétricas] é relativamente menor”, alegou.

“Mas estava assim programado e entendemos que faz parte dos serviços essenciais, que têm de ser feitos com segurança e com dignidade. Não só o transporte dos nossos colaboradores, mas, muitas vezes, o transporte dos próprios utentes”, vincou.

Já sobre o investimento nos painéis fotovoltaicos, definido como um plano “algo ambicioso”, Manuel Antunes revelou que a Cáritas Diocesana tem já instalada uma central na zona da sua sede de Coimbra, no Areeiro, com 158 painéis, e iniciou segunda-feira a instalação de outras quatro centrais fotovoltaicas noutros tantos lares da instituição: um no concelho de Góis, outro em Pombeiro da Beira (Arganil), outro na Figueira da Foz e um em Cernache (Coimbra).

No total, este investimento ascende aos 240 mil euros – o da central de Coimbra ficou pelos 60 mil e as quatro agora em instalação pelos 45 mil cada.

Segundo Manuel Antunes, a Cáritas Diocesana de Coimbra apoia entre 15 mil a 16 mil pessoas nos 17 concelhos do distrito de Coimbra e em outros nove municípios dos distritos de Leiria, Aveiro, Viseu e Santarém. ´

Outros dados divulgados pela instituição apontam para um total de 90 centros dispersos por esse território da Diocese de Coimbra, compostos por mais de 120 respostas sociais de apoio comunitário nos âmbitos social, saúde, educação e pastoral.

“Temos aqui um território muitíssimo extenso, com grandes assimetrias, quer sociais, quer económicas”, sustentou Manuel Antunes, revelando que é nas zonas urbanas “que as necessidades de apoio mais se têm notado”.

“E temos notado nos residentes, quer de emigrantes e refugiados, que temos alguns aqui na nossa zona”, frisou, admitindo que tem vindo a existir um “aumento” dos pedidos de apoio e do número de pessoas atendidas, embora não com a incidência de outras zonas do país como Setúbal, Évora ou Beja, declarou.

Sobre a atualidade das instituições de solidariedade social, o dirigente disse ter conhecimento de várias “em risco de falência”, situação que não se coloca na Cáritas de Coimbra: “Estamos muito longe disso, temos uma solidez financeira razoável, desde que isto não se prolongue por muitos mais anos, mas estamos mais ou menos tranquilos”, argumentou.

Já sobre as contribuições do Estado, Manuel Antunes disse ter havido um aumento de 4% o que “não chega” para compensar aquilo que denomina como “a inflação da Cáritas Diocesana de Coimbra”.

“O preço do nosso cabaz de produtos, sejam alimentares, energéticos ou em termos de recursos humanos [com a subida dos salários mínimos] calculamos uma inflação da ordem dos 17% e naturalmente 4% não chega. (…) Estamos a acompanhar a situação com muita atenção, porque ela pode deteriorar-se muitíssimo. Estamos preocupados nesse aspeto, algo descansados porque temos alguma capacidade de manobra. Um orçamento tão grande permite-nos capacidade de manobra, que tem orçamentos muito curtos talvez não tenha essa capacidade”, observou.

 

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