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Sexta-feira, Fevereiro 23, 2024

Anti-semitismo: Discriminação, Violência de Massas e Genocídio em conferência na Bernardino Machado

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Metereologia

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«Anti-semitismo: discriminação, violência de massas e genocídio. História contemporânea e tempo presente» foi o título da conferência que o Professor Doutor João Avelãs Nunes, Professor Associado da Secção de História do Departamento de História, Estudos Europeus, Arqueologia e Artes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, deu no Auditório Madalena Biscaia Perdigão, no dia 26 de janeiro, a propósito da evocação do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, perante uma plateia de várias turmas de alunos da Escola Secundária Dr. Bernardino Machado (Agrupamento de Escolas Figueira Mar).

O objetivo era olhar para o passado, para o facto complexo do Holocausto, e, desse modo, fornecer não um território, mas um mapa para perceber o tempo presente, nomeadamente, as guerras e os conflitos e os que preenchem as páginas dos nossos jornais.

O Prof. Doutor João Avelãs Nunes começou por explicitar os pudores epistemológicos dos enfoques possíveis da análise e discursos historiográficos, nomeadamente, os paradigmas moderno, neo-moderno e pós-moderno, conceptualizar as categorias descritivas e analíticas que o enformam (senso comum,/ideologia, humanidades, ciência, artes, tecnologias de base científica e aplicações tecnológicas) e mostrar as características e funções dos conceitos em historiagrafia (judeu, anti-judaísmo, anti-semitismo, filosemitismo; antisemitismos moderados, radicais e genocidários: discriminação, violência de massas e genocídio).

Depois falou do antes do Holocausto, isto é, da Alemanha democrática e evoluída que gerou a ignomínia do Holocausto, portanto, dos períodos dos Terceiro Reich nacional-socialista (1933-1939 – discriminação; 1939-1941 – violência de massas; 1941 – Holocausto, período genocidário) sem diabolizar os alemães e para demonstrar que muito rapidamente a vítima se pode transformar em perpetrador porque, em boa verdade, somos todos humanos, demasiado humanos.

Finalmente, abordou o depois do Holocausto, o Estado de Israel e as décadas da sua consolidação, o Holocausto e o reforço do sionismo e explicitou os ingredientes que fazem parte do caldo populista que estão na base da repetição vertiginosa da história, particularmente o integrismo protestante e a nova extrema-direita, de Trump ao AfD – Alternative für Deutschland.

O Prof. Dr. João Avelãs Nunes sublinhou até à exaustão que Holocausto é produto da ação de homens, da banalidade do mal, como defendeu Hannah Arendt. Da infame máquina de morte hitleriana, que provocou um “cisma” na história do mundo pois há um antes e um depois do Holocausto. Essa será, porventura, a maior lição da História e da historiografia: o Holocausto persiste como possibilidade ao virar da esquina e é, por isso mesmo, que deve ser evocado.

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