O encerramento da sexta edição do Anozero – Bienal de Coimbra, que atraiu mais de 25 mil visitantes ao longo de três meses, lançou oficialmente as bases para o momento mais ambicioso da história do certame: a organização de uma edição conjunta com a Manifesta, agendada para o ano de 2028. O anúncio foi validado pelas equipas de curadoria de Hans Ibelings e John Zeppetelli e pelo executivo camarário, que encaram este passo transnacional como a consagração definitiva de Coimbra no roteiro dos grandes palcos de vanguarda e de diplomacia cultural a nível europeu.
A Manifesta é reconhecida globalmente como a Bienal Europeia de Arte Contemporânea, um evento nómada de escala mundial que a cada dois anos altera a sua localização geográfica para reconfigurar o panorama artístico e o pensamento crítico das cidades anfitriãs. A escolha de Coimbra para acolher a edição de 2028, em coorganização com o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) e a Universidade de Coimbra, vai transformar o território numa capital artística internacional, atraindo milhares de curadores, colecionadores, críticos e criadores de todos os pontos do globo e potenciando a reabilitação urbana e a visibilidade mediática da região Centro.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Miguel Antunes, assumiu o compromisso público de acarinhar e blindar o projeto, apontando a data como um ponto de viragem. “Se até agora o Anozero foi algo memorável, uma explosão artística e cultural, em 2026 preparámos o terreno porque em 2028 vai ser algo completamente fora de série”, sublinhou o autarca durante a sessão de encerramento. Até lá, a organização municipal vai assegurar uma etapa intermédia de transição em 2027, ano em que o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova acolherá um grande espetáculo a solo (solo show) concebido para projetar as dinâmicas de envolvência comunitária que vão explodir no macroevento de 2028.








