O Convento São Francisco, em Coimbra, recebe, nos dias 23 e 30 de setembro, as últimas sessões do ciclo de conversas «Um corpo-bagagem na biblioteca imaginada», integrado na programação paralela da exposição «Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965)».
Com início marcado para as 18h30, na Livraria Bruaá, os encontros contam com a participação do escritor angolano Ondjaki, a 23 de setembro, e da multiartista, socióloga, cineasta e poeta brasileira Maíra Zenun, no dia 30. A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia, estando a participação limitada a 25 pessoas por sessão.
O ciclo, com curadoria da poeta, investigadora e artista transdisciplinar Raquel Lima, propõe um conjunto de conversas que procuram refletir sobre o legado da Casa dos Estudantes do Império (CEI) de Coimbra e sobre a forma como a memória, a literatura e o conhecimento são transmitidos para além dos livros. Inspirado nos conceitos de «corpo-bagagem», da historiadora Beatriz Nascimento, e de «walking archives», desenvolvidos por Sónia Vaz Borges, o programa convida escritores, artistas e investigadores a partilhar experiências e perspetivas sobre identidade, criação e memória.
Reconhecido internacionalmente, Ondjaki foi distinguido, entre outros galardões, com o Prémio José Saramago, em 2013, e com o Prémio Vergílio Ferreira, em 2023. Já Maíra Zenun desenvolve uma obra que cruza diferentes disciplinas artísticas, abordando temas como a representatividade negra, as migrações, o pensamento antirracista e as práticas de descolonização.
Antes destas duas sessões, o ciclo contou já com a participação da escritora e ativista Gisela Casimiro e do realizador Fábio Silva, fundador da Biblioteca Negra, em encontros dedicados à reflexão sobre património cultural, criação artística e memória coletiva.
A iniciativa integra a programação da exposição «Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965)», organizada pelo Município de Coimbra, através do Convento São Francisco, em parceria com o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Com curadoria dos historiadores Helena Wakim Moreno e Miguel Cardina, a mostra reúne documentação histórica, fotografias, imprensa da época e conteúdos audiovisuais que retratam o papel desempenhado pela delegação de Coimbra da Casa dos Estudantes do Império entre 1945 e 1965.
A exposição permanece patente até 18 de outubro, com entrada gratuita, podendo ser visitada de quarta-feira a segunda-feira, entre as 15h00 e as 20h00, sendo a última entrada permitida às 19h30.
As inscrições para as sessões do ciclo decorrem através do endereço de correio eletrónico da bilheteira do Convento São Francisco.







