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Terça-feira, Maio 19, 2026

Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz celebrou 190 anos com apelo ao futuro 

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A Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) assinalou, no dia 21 de maio, o seu 190.º aniversário com uma sessão solene no auditório da Administração do Porto da Figueira da Foz. O local da cerimónia não foi escolhido ao acaso: simboliza o elo histórico entre a ACIFF e a atividade marítimo-portuária que moldou, durante décadas, a identidade económica e social da região.

Vitória Abreu, presidente da Direção da ACIFF, abriu a sessão destacando esse “duplo sentido, histórico e de atualidade”, sublinhando que a ligação da Associação ao mar não pertence apenas ao passado: “Estamos curiosos e atentos a esta nova dinâmica, como há dois séculos. Temos de perceber o presente para preparar o futuro”, afirmou.

Também Eduardo Feio, presidente do Conselho de Administração do Porto da Figueira da Foz, reforçou a simbiose entre as duas entidades, recordando que “a história do porto confunde-se com a da ACIFF”, a terceira associação comercial mais antiga de Portugal. Destacou ainda o papel estratégico dos portos do Centro na construção de uma região economicamente competitiva e com elevada qualidade de vida, apelando ao aproveitamento do “centro ibérico como mercado forte que tem de ser potenciado”.

Após os discursos institucionais, seguiu-se um debate subordinado ao tema «Desafios ao Desenvolvimento Local – O papel das forças vivas da região», moderado pelo jornalista José Manuel Portugal. O painel contou com a presença de Alexandra Rodrigues (vice-presidente da CCDR Centro), Pedro Santana Lopes (presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz), Amílcar Falcão (reitor da Universidade de Coimbra) e José Couto (presidente do Conselho Empresarial do Centro).

Durante a discussão, Alexandra Rodrigues destacou o protagonismo da Figueira da Foz no Programa Regional de Ordenamento do Território (PROT) do Centro, anunciando que sete dos 28 projetos-piloto aprovados pertencem ao concelho. Já Pedro Santana Lopes deu nota dos investimentos em curso e dos que se avizinham, tanto públicos como privados, que irão concretizar a visão da “nova Figueira”. Enfatizou ainda a necessidade de a cidade “sair dos debates crónicos do porto, do vento que leva a areia”, e focar-se nas “oportunidades fantásticas” ao seu dispor.

Amílcar Falcão reforçou o compromisso da Universidade de Coimbra com a investigação, destacando o papel do Campus da Figueira da Foz, do Marefoz e da SeaPower como projetos estruturantes que espelham essa missão. Por sua vez, José Couto apontou o Porto da Figueira da Foz como um “catalisador do desenvolvimento económico da região”, lamentando a falta de atenção que a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra lhe tem concedido.

A sessão foi encerrada por Pedro Santana Lopes, que apelou à responsabilidade coletiva na construção do futuro: “Temos de estar à altura para sabermos proporcionar um futuro melhor a quem venha depois de nós”. Lembrou ainda que o Governo reconheceu recentemente a Região de Coimbra como “a mais prejudicada, a mais esquecida, a menos privilegiada no todo do território nacional”, apelando à mobilização de todos os agentes locais e regionais.

Estiveram presentes representantes de diversas entidades civis e militares, bem como figuras de relevo do tecido empresarial da região. Esta cerimónia marcou o arranque de um vasto programa comemorativo do 190.º aniversário da ACIFF, que decorrerá ao longo de 2025, com debates, workshops e outras iniciativas, culminando numa gala final a realizar a 15 de maio de 2026 no Casino Figueira.

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