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Sábado, Maio 2, 2026

Pedro Santana Lopes quer Figueira da Foz como “Região Autónoma”, “Território de Paz” e polo de literacia tecnológica

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O presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, defendeu, na sessão solene do Dia da Cidade, que a Figueira deve ser tratada “como uma região autónoma”, reforçando também a ambição de afirmar o concelho como um “Território de Paz” e como referência nacional em literacia tecnológica. A cerimónia decorreu na manhã do passado dia 24 de junho, feriado municipal em honra de São João, no Grande Auditório do Centro de Artes e Espetáculos.

A sessão contou com a presença de várias individualidades, entre as quais o presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM RC), Emílio Torrão, os presidentes das câmaras de Cantanhede, Arganil e Soure, a deputada Ana Oliveira, além de representantes de entidades civis, militares, associativas e da comunidade local.

Na sua intervenção, Emílio Torrão destacou o impacto positivo do atual executivo na história da Figueira da Foz, elogiando o “espírito resiliente” da população e a “visão humana de solidariedade e união” com que tem sido conduzido o município. O presidente da CIM RC sublinhou o papel da Figueira como exemplo regional, com ações relevantes nos domínios empresarial, social, desportivo e cultural, realçando ainda o compromisso conjunto com os grandes investimentos em curso. Torrão considerou mesmo a cidade como “um território jovem, dinâmico e atrativo, a trilhar novos caminhos que nos orgulham”.

Já Pedro Santana Lopes aproveitou a ocasião para agradecer a presença dos autarcas e discursar sobre o posicionamento geoestratégico da Figueira, apelando a uma gestão diferenciada do território: “a Figueira tem de ser gerida, tratada, olhada e por ela se lutar como uma região autónoma”, afirmou, acrescentando que, apesar da integração na CIM, “é preciso por vezes um tom diferente na música que cantamos”.

O autarca recordou o atual momento “excecional” de investimento no concelho, particularmente impulsionado pela instalação da maior plataforma nacional para eólicas offshore, fruto de “providência e da natureza”. Para Santana Lopes, o grande feito do mandato está, porém, na criação do campus universitário da Universidade de Coimbra na cidade, projeto que considera estruturante e resultado da visão “arrojada” do reitor Amílcar Falcão.

Ao abordar os desafios tecnológicos do futuro, Santana Lopes sublinhou a importância de preparar as gerações mais novas para a revolução digital e a inteligência artificial, anunciando que a educação tecnológica será uma das prioridades da autarquia no próximo ano letivo. “Vamos ter de incluir uma área de aprendizagem para que as nossas crianças não sejam apanhadas de surpresa por estas novas capacidades tecnológicas”, declarou.

No fecho da sua intervenção, o edil propôs a declaração oficial da Figueira da Foz como “Terra de Paz”. “Mal fica a um presidente de Câmara não afirmar que o seu território é um território de paz. Temos a obrigação de o destacar”, afirmou, apontando o exemplo da liberdade e da tradição humanista da cidade. Nesse sentido, anunciou também a intenção de promover uma missão humanitária à Faixa de Gaza, reforçando o espírito solidário do concelho: “A Figueira da Foz é solidária e vamos demonstrá-lo cada vez mais”.

Durante a sessão, foram atribuídas 19 distinções honoríficas a personalidades e entidades que se destacaram pelos serviços prestados ao concelho. Entre os homenageados estiveram, por exemplo, Pedro Mano (Mérito Desportivo), António Agostinho e José da Silva Cabete (Mérito Social), Cristina Loureiro e José Alexandre Beja da Silva (Mérito Cultural), entre outros. Também os funcionários municipais aposentados até 15 de junho de 2025 e quatro colaboradores em regime de cedência na Águas da Figueira foram agraciados com Medalhas de Bons Serviços.

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