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Figueira da Foz
Sábado, Julho 4, 2026
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Equipas ProTeams espanholas confirmadas na terceira edição da “Figueira Champions / Casino Figueira”

As equipas Caja Rural-Seguros RGA, Equipo Kern Pharma e Euskaltel-Euskadi foram oficialmente confirmadas para a terceira edição da “Figueira Champions / Casino Figueira”, que terá lugar no dia 16 de fevereiro. A prova, parte do circuito UCI ProSeries, reforça a sua posição como uma das principais clássicas do calendário português de ciclismo.

Estas três formações espanholas representam regressos importantes ao evento: a Kern Pharma, 26.ª no ranking mundial, participou pela primeira vez na edição passada, enquanto a Caja Rural-Seguros RGA (24.ª no ranking) e a Euskaltel-Euskadi (39.ª) são presenças desde a estreia da competição.

A Caja Rural-Seguros RGA, que integra o português Iúri Leitão no seu plantel, ainda não confirmou a sua presença no evento. Leitão fez história nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, conquistando duas medalhas – ouro e prata – no ciclismo de pista.

A edição deste ano, com um percurso de 192,7 km, promete ser novamente um desafio para os ciclistas, com destaque para o circuito final de três voltas que termina junto à Torre do Relógio, na Avenida 25 de Abril, local da partida. A competição arranca às 12h15, com partida real às 12h30.

Além da prova principal, a organização prepara um momento especial para os amantes do ciclismo: os “Heróis da Estrada”, um evento que reúne antigas glórias do ciclismo português, realizarão um percurso simbólico após a partida dos profissionais.

Na véspera da clássica, a 15 de fevereiro, terá lugar o Granfondo “Figueira Champions Day / Casino Figueira”, destinado a amadores e que permitirá percorrer parte do percurso dos profissionais. As inscrições estão abertas até 5 de fevereiro, com um limite de 1500 participantes.

 

Julgamento sobre colapso da A14 adiado para nova perícia independente

O Tribunal de Coimbra anunciou ontem a decisão de adiar o início do julgamento relacionado com o colapso de um troço da autoestrada A14, ocorrido em 2016, na Figueira da Foz, para permitir a realização de uma perícia técnica por uma entidade independente. A análise será fundamental para esclarecer as circunstâncias do incidente, em que duas empresas do grupo Brisa e quatro antigos responsáveis enfrentam acusações.

O caso envolve a Brisa Concessão Rodoviária e a Brisa Gestão de Infraestruturas (BGI), cujos representantes são acusados pelo Ministério Público (MP) de não terem tomado medidas adequadas apesar dos alertas sobre os riscos estruturais do troço. Os arguidos respondem por infração de regras de construção, com o MP a apontar negligência no tratamento das condições que levaram ao colapso.

A magistrada responsável pelo julgamento destacou a natureza técnica da questão, sublinhando que as opiniões divergentes apresentadas nos autos justificam a necessidade de uma avaliação isenta, proposta para ser conduzida pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). Estima-se que a perícia esteja concluída num prazo máximo de dois meses, sem riscos de prescrição do processo.

De acordo com a acusação, o incidente ocorreu devido à deterioração de estruturas tubulares de aço utilizadas em passagens inferiores, cuja manutenção foi negligenciada. Problemas como corrosão e escorrências de água foram identificados numa inspeção em 2012 e agravaram-se ao longo do tempo, resultando numa depressão no pavimento em 2015.

Embora técnicos da BGI tenham recomendado medidas urgentes, como o escoramento das estruturas, os administradores limitaram-se a reforçar parcialmente a área mais afetada, numa intervenção considerada insuficiente e sem projeto técnico adequado. Em abril de 2016, o pavimento cedeu, causando uma depressão de 40 centímetros e colocando em perigo os condutores, com prejuízos avaliados em cerca de um milhão de euros.

O adiamento do julgamento visa garantir que todos os elementos técnicos necessários sejam analisados para uma decisão fundamentada sobre as alegações de responsabilidade no caso.

Queijos e Sabores da Beira regressam nos dias 22 e 23 de Fevereiro ao Multiusos de Tábua

Nos dias 22 e 23 de fevereiro, o município de Tábua acolhe a Tábua de Queijos e Sabores da Beira, um evento de grande importância para a promoção dos produtos locais da região. A feira, que terá lugar no Pavilhão Multiusos de Tábua durante o fim-de-semana de Carnaval, alia tradição, gastronomia e inovação, sendo esperada como uma das maiores edições de sempre.

Após ter atraído mais de 20 mil visitantes na edição anterior, o evento tem como objetivo superar os 30 mil participantes em 2025.

Com 170 expositores confirmados, a feira irá apresentar o melhor do queijo Serra da Estrela, enchidos, mel, pão, licores e vinhos da região demarcada do Dão, entre outros produtos. Uma novidade este ano será a montra vínica, com 14 expositores de várias regiões vinícolas como o Dão, Minho, Douro, Alentejo, Bairrada, Bucelas e vinhos leves de Lisboa.

Para além dos expositores, o evento contará com provas de queijo certificado, demonstrações gastronómicas, sessões de trabalho voltadas para o setor agroalimentar e atividades culturais para todas as idades.

Um dos grandes destaques desta edição será a apresentaçãi da futura incubadora para produtores de queijo, um projeto inovador que visa apoiar os produtores locais, promovendo a certificação e a qualidade do queijo Serra da Estrela. A infraestrutura, com um investimento de 700 mil euros, deverá começar a ser construída no final do primeiro semestre de 2025 e contará com uma vertente turística.

Ricardo Cruz, presidente da Câmara Municipal de Tábua, sublinhou que “os visitantes terão a oportunidade única de participar no processo de fabrico do seu próprio queijo e de o recolher após o período de maturação, cerca de 40 dias depois”. Esta iniciativa resulta de uma parceria entre a Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela (ANCOSE), a Estrelacoop e o Programa de Valorização Económica dos Recursos Endógenos (PROVERE).

A Tábua de Queijos e Sabores da Beira é mais do que uma feira; é um ponto de encontro entre produtores, visitantes e investidores, numa celebração dos sabores, tradições e do potencial económico da Beira. Com um orçamento entre 40 e 50 mil euros, o município de Tábua posiciona-se como um exemplo de inovação no interior do país, promovendo o desenvolvimento do setor agroalimentar e turístico.

 

Câmara Municipal da Figueira da Foz decreta Luto Municipal

A Câmara Municipal da Figueira da Foz decretou Luto Municipal por um dia, a ser cumprido amanhã, 23 de janeiro, em sinal de pesar pelo falecimento de Carlos Alberto Gonçalves, ocorrido ontem. Durante este período, a bandeira do Município será colocada a meia-haste nos edifícios municipais.

Carlos Alberto Gonçalves foi uma figura marcante na vida política e social da cidade, tendo sido o primeiro presidente da Junta de São Julião eleito após o 25 de Abril de 1974, cargo que exerceu em dois mandatos: de 1977 a 1978 e de 1983 a 1986. Além disso, foi vereador da Câmara Municipal da Figueira da Foz e deputado à Assembleia Municipal.

Gerente bancário de profissão, foi também um ativo membro das direções da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz e do Ginásio Clube Figueirense, contribuindo de forma significativa para a comunidade.

 

Álvaro Almeida é o novo diretor executivo do SNS

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, anunciou hoje Álvaro Almeida como o novo diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A escolha foi justificada pelo seu perfil de gestor, sensibilidade para a área da saúde e vasta experiência no setor, fatores que o Governo considera essenciais para a transformação do SNS.

Álvaro Almeida, antigo presidente da Entidade Reguladora da Saúde e da Administração Regional de Saúde do Norte, assume o lugar deixado vago por António Gandra d’Almeida, que pediu demissão na sexta-feira passada.

Em declarações aos jornalistas durante a inauguração da Unidade de Saúde do Catujal, a ministra reforçou a importância da Direção Executiva do SNS, mas admitiu que a sua organização precisa de ser revista para melhor se adequar aos desafios atuais.

“Estamos num momento em que é fundamental promover uma transformação no SNS, e o professor Álvaro Almeida reúne as competências necessárias para liderar essa mudança”, afirmou.

Segundo Ana Paula Martins, o novo diretor executivo tem um perfil mais voltado para a gestão articulada, garantindo uma ligação próxima com os profissionais de saúde e os dirigentes do SNS.

Sobre a demissão de António Gandra d’Almeida, motivada por notícias que apontam para a acumulação de funções públicas e privadas, a ministra destacou que a decisão foi individual e que a respeita.

 

Plano de Energias Offshore reforça papel da Figueira da Foz e Leixões

A Figueira da Foz foi, junto com Leixões, uma das áreas identificadas pelo Governo como tendo o maior potencial para o desenvolvimento de projetos de energias renováveis ‘offshore’. A aprovação ocorreu a 9 de janeiro, em Conselho de Ministros, com a resolução que integra o Plano de Afetação para as Energias Renováveis Offshore (PAER). Este plano visa a instalação de uma capacidade de 2GW até 2030, com o objetivo de impulsionar a transição energética e garantir a descarbonização da economia.

A Figueira da Foz, juntamente com Leixões, assume um papel de destaque neste processo, uma vez que a área inicialmente proposta para a região de Viana do Castelo foi reduzida para menos de metade. A decisão do Governo visa assegurar o desenvolvimento de projetos no espaço marítimo nacional, na subdivisão do Continente, com o intuito de promover a independência energética nacional e a autonomia energética da União Europeia.

Proposto pelo Ministério da Economia, com a Secretaria de Estado do Mar e em articulação com o Ministério do Ambiente e Energia, o PAER também faz parte do Plano de Situação para o Ordenamento do Espaço Marítimo. O Governo destaca que o plano irá contribuir para o desenvolvimento sustentável da economia azul, assim como para a proteção dos ecossistemas marinhos, elementos essenciais para a realização de uma transição energética eficaz e sustentável.

 

Ticha Penicheiro: da Figueira da Foz ao Hall of Fame mundial

A figueirense Ticha Penicheiro foi escolhida para integrar o Hall of Fame da Federação Internacional de Basquetebol (FIBA), um feito histórico que a coloca como a primeira atleta portuguesa a alcançar esta honra. A inclusão no prestigiado Hall of Fame 2025, que reconhece as contribuições extraordinárias de jogadores para o basquetebol mundial, marca mais uma página dourada na história do desporto português.

Este reconhecimento é uma homenagem à carreira brilhante de Ticha Penicheiro, que ao longo de 15 épocas na WNBA deixou um legado de excelência. A atleta vestiu a camisola número 21 das Sacramento Monarchs, onde se sagrou campeã, e também representou as equipas das LA Sparks e Chicago Fire. Para além da liga norte-americana, Penicheiro teve uma carreira europeia de sucesso, passando por clubes como o Spartak Moscovo, USK Praga, Galatasaray, TTT Riga, Vallencienes, Ekaterinburgo, Gdynia e Lavezzini Parma.

Além da carreira em clubes, Ticha Penicheiro foi uma presença constante na seleção nacional, realizando mais de uma centena de internacionalizações, sendo 56 delas pela seleção sénior feminina.

Em 2016, foi eleita uma das vinte melhores atletas da história da WNBA. Este novo reconhecimento no Hall of Fame da FIBA é um reflexo do seu impacto no basquetebol feminino internacional e serve de inspiração para futuras gerações de atletas.

Vale ainda destacar que Ticha Penicheiro está nomeada para o Naismith Memorial Hall of Fame, dos Estados Unidos, uma das mais altas distinções do basquetebol mundial. Os finalistas serão anunciados no dia 14 de fevereiro, durante o All-Star Weekend, com a seleção final a ser divulgada a 5 de abril, na Final Four Masculina da NCAA.

 

Portugal investe 113 milhões de euros para melhorar sistema de reciclagem

Em 2024, os portugueses reciclaram 476.605 toneladas de embalagens, um aumento de 4% em relação ao ano anterior. Contudo, Portugal ainda está longe de atingir a meta de 65% de recolha seletiva de embalagens, que deverá ser cumprida em 2025, conforme a Sociedade Ponto Verde (SPV). A taxa de retoma atual é de 57,8%, o que exige melhorias no sistema para alcançar os objetivos.

O Governo anunciou um aumento de 113 milhões de euros para financiar o Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE), totalizando 235 milhões de euros em 2025, com o objetivo de melhorar a recolha seletiva e a reciclagem. A SPV destaca a necessidade de adotar soluções como sistemas porta-a-porta e incentivos para melhorar a eficiência do processo.

Os materiais reciclados com melhor desempenho foram o papel/cartão, com um aumento de 6%, e o plástico, com 5%. No entanto, o vidro apresentou um crescimento de apenas 1%, o que exige ações específicas, como a adaptação de ecopontos para estabelecimentos HORECA.

Votação no Parlamento aprova a reposição de 302 freguesias

O Parlamento aprovou, hoje, a desagregação de uniões de freguesias criadas pela reforma administrativa de 2013, com a reposição de 302 freguesias. A proposta de lei foi aprovada por uma ampla maioria, com os votos favoráveis de PSD, PS, BE, PCP, Livre, PAN e CDS-PP, enquanto a Iniciativa Liberal (IL) se opôs e o Chega se absteve.

Além disso, foi aprovado um recurso da IL que impediu a consideração de uma proposta do PCP, que visava rever mais de cinquenta pedidos de desagregação de freguesias. A IL defendeu que a proposta do PCP não atendia aos critérios legais, e o seu recurso foi aprovado com o apoio dos partidos que votaram favoravelmente ao projeto, exceto o PCP, BE e Livre, que votaram contra.

A reforma de 2013, que visava reduzir o número de freguesias, resultou na agregação de 135 uniões e na extinção de várias freguesias. Hoje, com a aprovação desta lei, o número de freguesias será aumentado de novo, sendo restauradas 302, muitas das quais haviam sido unidas ou extintas no âmbito da reforma, como as freguesias de Brenha, na Figueira da Foz, e de Bicos, em Odemira.

A proposta teve uma recepção mista entre os partidos. A IL argumentou contra a reposição, alegando que o aumento de freguesias traria mais cargos e maiores custos públicos. Por outro lado, o Chega justificou sua abstenção, explicando que apoiava os processos bem fundamentados, mas se opunha àqueles que não atendiam aos requisitos necessários. O CDS-PP, embora tenha apoiado a agregação de freguesias em 2013, mostrou-se a favor da reposição, respeitando a vontade das populações.

 

Energia e entusiasmo marcam a primeira Matiné Dançante na Figueira da Foz

A iniciativa “Matiné Dançante”, promovida pelo Município da Figueira da Foz, tem como objetivo combater o isolamento social e promover momentos de convívio, bem-estar e saúde física entre os seniores do concelho.  A primeira edição da “Matiné Dançante” teve lugar na passada quarta-feira, na sede do Centro Recreativo Cultural Carvalhense, em Lavos. A festa contou com a participação de meia centena de seniores.

Esta série de eventos de convívio estende-se até julho e será realizada em várias coletividades do concelho, com entrada gratuita e sem necessidade de inscrição prévia. O próximo evento acontecerá no dia 26 de fevereiro, no Quaios Clube, em Quiaios, entre as 14h30 e as 17h30. Em março, a Matiné será no dia 26, na sede da Associação Cultural, Recreativa e Desportiva da Gândara, em Moinhos da Gândara.

Outras datas importantes incluem o 23 de abril, quando o Desportivo Clube Marítimo da Gala abrirá as portas para a iniciativa, e o 21 de maio, com o Grupo Desportivo e Recreativo da Chã a acolher mais um “pé de dança”. Em junho, no dia 18, será a vez do Sport Club de Lavos dar lugar à pista de dança. A última Matiné Dançante realiza-se no dia 23 de julho, na Casa do Povo do Alqueidão.