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Figueira da Foz
Terça-feira, Maio 19, 2026
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Figueira da Foz ativa “Radar Social” para identificar e apoiar pessoas em situação de vulnerabilidade

O Município da Figueira da Foz viu aprovada a implementação do projeto Radar Social, uma medida que visa identificar e apoiar cidadãos em situação de vulnerabilidade social, como pobreza, exclusão, solidão ou discriminação. Sob o mote “Nem sempre quem precisa, pede ajuda”, o projeto pretende ser um alerta ativo e solidário dentro da comunidade.

Financiado a 100% pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, no âmbito da medida RE-C03-i01 – Nova Geração de Equipamentos e Respostas Sociais, o Radar Social será desenvolvido em articulação com os vários parceiros da Rede Social da Figueira da Foz, permitindo respostas rápidas, eficazes e adequadas às diferentes realidades.

O Radar Social pode — e deve — ser ativado sempre que forem identificadas situações como solidão ou isolamento social; maus-tratos, negligência ou abandono; perda de autonomia nas atividades do dia-a-dia; violência doméstica; insuficiência de rendimentos; dependência, toxicodependência ou doença mental; crianças ou jovens em risco; discriminação (étnica, religiosa, sexual, política, entre outras); ou pessoas em situação de sem-abrigo.

A força desta medida está na mobilização da comunidade. Famílias, vizinhos, farmácias, centros de saúde, comércio local, forças de segurança — todos podem sinalizar situações de risco e contribuir para mudar vidas.

Se conhece alguém nestas circunstâncias, ou se está a viver uma situação semelhante, deve contactar os serviços através dos seguintes meios: presencialmente no Paço de Tavarede, situado no Largo do Paço, n.º 2; por email, através do endereço radar.social.figueiradafoz@cm-figfoz.pt; por WhatsApp, pelo número 968 660 216; ou por telefone, através do número 233 401 863. Existe ainda um formulário de sinalização disponível online.

O Radar Social é mais do que um projeto — é um apelo à empatia coletiva e à responsabilidade social. Porque às vezes, quem mais precisa, não consegue pedir ajuda.

𝗩𝗲𝗺 𝗽𝗿𝗼 𝗦𝗮̃𝗼 𝗝𝗼𝗮̃𝗼 𝗲́ 𝗼 𝗺𝗼𝘁𝗲 𝗱𝗮𝘀 𝗙𝗲𝘀𝘁𝗮𝘀 𝗱𝗮 𝗖𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲𝘀𝘁𝗲 𝗮𝗻𝗼

Com a celebração do São João, a edição de 2025 das Festas da Cidade vai animar a Figueira da Foz durante o mês de junho com a Festa da Sardinha e a Feira das Freguesias, onde marcam para além dos grupos locais e da gastronomia das 14 freguesias do concelho, haverá concertos com artistas renomados do panorama artístico nacional e internacional – Némanus, Romana, Sons do Minho, Pedro Abrunhosa, Paulo Gonzo, Daniela Mercury e Anjos.
O Desfile das Marchas Populares, este ano uma mão cheia delas, decorre na Avenida 25 de Abril, no dia 23 de junho e no Coliseu Figueirense, no dia 24 de junho.
A cidade conta também com os tradicionais arraiais populares, sem esquecer o Banho Santo e o espetáculo piromusical na noite de S. João, que constitui um dos pontos altos da programação de 2025.
A Corrida + Louca do Mondego continuará a animar o rio Mondego. Já A Corrida Mais Bonita de Portugal, entre a Praia de Quiaios e a Torre do Relógio, na Avenida 25 de Abril, encantará o olhar de milhares de atletas amadores, profissionais e caminhantes.
O Dia da Cidade é também marcado pela cerimónia de entrega de distinções honoríficas e pela evocação ao Santo com a Missa e a Procissão, que culmina junto ao Rio na Bênção do Mar, no Feriado Municipal do dia 24 de junho.

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CAE brinda ao presente com Nena e espetáculo multimédia no arranque das comemorações dos seus 23 anos

O Centro de Artes e Espectáculos (CAE) da Figueira da Foz prepara-se para oferecer uma noite memorável no próximo dia 31 de maio, com entrada livre, assinalando o início das comemorações do seu 23.º aniversário. Sob o mote “Um Brinde ao Agora e ao Nosso Futuro – Uma Noite para Não Perder!”, o evento promete emoções fortes, música de qualidade e experiências visuais únicas.

O ponto alto da noite será o concerto da cantora Nena, que apresenta ao vivo o seu mais recente trabalho, “Um Brinde ao Agora”, a partir das 22h30, na Esplanada Exterior do CAE (voltada para as Abadias). Com uma sonoridade envolvente e letras intimistas, Nena traz ao palco a sua autenticidade e talento, num espetáculo que celebra a beleza do presente e a esperança no futuro.

A festa continua com o deslumbrante espetáculo multimédia “Águas Dançantes”, que promete encantar o público com uma combinação mágica de cor, luz e som, transformando o espaço exterior do CAE num palco de emoções visuais e sensoriais.

A animação será garantida ao longo da noite com o DJ Set “Remember CAE: 23 Anos”, que abre e encerra as celebrações com ritmos contagiantes, surpresas especiais e um ambiente vibrante, evocando memórias musicais das últimas duas décadas do CAE.

As comemorações não ficam por aqui: durante o mês de junho, o CAE continuará a celebrar com mais momentos inesquecíveis, reforçando o seu papel enquanto espaço de cultura, arte e encontro comunitário na cidade da Figueira da Foz.

Uma noite mágica, gratuita e aberta a todos, onde o presente é celebrado e o futuro é brindado com música, luz e alegria.

Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz celebrou 190 anos com apelo ao futuro 

A Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz (ACIFF) assinalou, no dia 21 de maio, o seu 190.º aniversário com uma sessão solene no auditório da Administração do Porto da Figueira da Foz. O local da cerimónia não foi escolhido ao acaso: simboliza o elo histórico entre a ACIFF e a atividade marítimo-portuária que moldou, durante décadas, a identidade económica e social da região.

Vitória Abreu, presidente da Direção da ACIFF, abriu a sessão destacando esse “duplo sentido, histórico e de atualidade”, sublinhando que a ligação da Associação ao mar não pertence apenas ao passado: “Estamos curiosos e atentos a esta nova dinâmica, como há dois séculos. Temos de perceber o presente para preparar o futuro”, afirmou.

Também Eduardo Feio, presidente do Conselho de Administração do Porto da Figueira da Foz, reforçou a simbiose entre as duas entidades, recordando que “a história do porto confunde-se com a da ACIFF”, a terceira associação comercial mais antiga de Portugal. Destacou ainda o papel estratégico dos portos do Centro na construção de uma região economicamente competitiva e com elevada qualidade de vida, apelando ao aproveitamento do “centro ibérico como mercado forte que tem de ser potenciado”.

Após os discursos institucionais, seguiu-se um debate subordinado ao tema «Desafios ao Desenvolvimento Local – O papel das forças vivas da região», moderado pelo jornalista José Manuel Portugal. O painel contou com a presença de Alexandra Rodrigues (vice-presidente da CCDR Centro), Pedro Santana Lopes (presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz), Amílcar Falcão (reitor da Universidade de Coimbra) e José Couto (presidente do Conselho Empresarial do Centro).

Durante a discussão, Alexandra Rodrigues destacou o protagonismo da Figueira da Foz no Programa Regional de Ordenamento do Território (PROT) do Centro, anunciando que sete dos 28 projetos-piloto aprovados pertencem ao concelho. Já Pedro Santana Lopes deu nota dos investimentos em curso e dos que se avizinham, tanto públicos como privados, que irão concretizar a visão da “nova Figueira”. Enfatizou ainda a necessidade de a cidade “sair dos debates crónicos do porto, do vento que leva a areia”, e focar-se nas “oportunidades fantásticas” ao seu dispor.

Amílcar Falcão reforçou o compromisso da Universidade de Coimbra com a investigação, destacando o papel do Campus da Figueira da Foz, do Marefoz e da SeaPower como projetos estruturantes que espelham essa missão. Por sua vez, José Couto apontou o Porto da Figueira da Foz como um “catalisador do desenvolvimento económico da região”, lamentando a falta de atenção que a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra lhe tem concedido.

A sessão foi encerrada por Pedro Santana Lopes, que apelou à responsabilidade coletiva na construção do futuro: “Temos de estar à altura para sabermos proporcionar um futuro melhor a quem venha depois de nós”. Lembrou ainda que o Governo reconheceu recentemente a Região de Coimbra como “a mais prejudicada, a mais esquecida, a menos privilegiada no todo do território nacional”, apelando à mobilização de todos os agentes locais e regionais.

Estiveram presentes representantes de diversas entidades civis e militares, bem como figuras de relevo do tecido empresarial da região. Esta cerimónia marcou o arranque de um vasto programa comemorativo do 190.º aniversário da ACIFF, que decorrerá ao longo de 2025, com debates, workshops e outras iniciativas, culminando numa gala final a realizar a 15 de maio de 2026 no Casino Figueira.

“A Corrida Mais Bonita de Portugal” regressa a 15 de junho 

Está de regresso “A Corrida Mais Bonita de Portugal”, agendada para o dia 15 de junho de 2025, com partida marcada para as 9h30, na Praia de Quiaios. Organizado tecnicamente pela PorAkaso – Eventos Desportivos e promovido pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, o evento promete voltar a surpreender com um percurso desafiante e visualmente deslumbrante, que alia o esforço desportivo à beleza natural da região.

O percurso, com 10 quilómetros, pode ser feito a correr ou a caminhar, numa experiência única que liga a Praia de Quiaios à Torre do Relógio, no coração da cidade da Figueira da Foz. Ao longo do trajeto, os participantes contarão com a companhia constante do Oceano Atlântico, cruzando locais emblemáticos como a Serra da Boa Viagem, Buarcos e a marginal oceânica da cidade.

A corrida divide-se em duas partes distintas: uma primeira com subidas e descidas que irão pôr à prova a resistência dos participantes, e uma segunda parte completamente plana, ideal para testar os limites da velocidade.

Como padrinho da edição de 2025, a prova conta com uma lenda viva do atletismo: Carlos Lopes, campeão olímpico da maratona nos Jogos de Los Angeles (1984) e primeiro português a conquistar uma medalha de ouro olímpica. O ex-atleta, também campeão europeu e mundial em diversas provas, continua a ser uma inspiração para gerações de corredores.

As inscrições ainda se encontram abertas, até 8 de junho, por 14 euros.

O transporte para a partida (pré-prova), com um custo adicional de 2 euros, já se encontra esgotado.

Entrega dos kits de atleta

  • 14 de junho de 2025: das 10h00 às 19h00, no Meeting Point, na Figueira da Foz

  • 15 de junho de 2025: das 7h30 às 8h30, junto à partida (Praia de Quiaios)

    Percurso completo

  • Partida: Praia de Quiaios

  • Av. Manuel Bento

  • R. Praia

  • R. Farol Novo

  • Estrada Enforca Cães

  • N109-08

  • Av. Dom João II

  • Av. Infante Dom Pedro

  • Largo de Buarcos

  • Avenida Brasil

  • Avenida 25 de Abril

  • Meta: Torre do Relógio, Figueira da Foz

A Corrida Mais Bonita de Portugal é mais do que uma prova desportiva — é um convite para viver intensamente a beleza natural da Figueira da Foz, ao ritmo de cada passada. A organização convida todos, atletas e caminhantes, a juntarem-se a esta jornada onde o esforço é recompensado com paisagens memoráveis e uma atmosfera de celebração.

PS afunda-se em Lisboa: um dos piores resultados da sua história

A coligação Aliança Democrática (AD), composta pelo PSD e CDS-PP, saiu vencedora das eleições legislativas antecipadas de domingo no círculo de Lisboa, num sufrágio marcado pelo recuo histórico do PS, que obteve um dos seus piores desempenhos de sempre.

De acordo com os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), a AD reforçou a sua posição em Lisboa, com cerca de 362 mil votos (28,47%), conquistando 15 dos 48 mandatos atribuídos no maior círculo eleitoral do país. Destes, 14 deputados são do PSD e um do CDS-PP, Paulo Núncio. A lista foi encabeçada por Joaquim Miranda Sarmento, atual ministro das Finanças do executivo cessante.

O Partido Socialista, liderado por Mariana Vieira da Silva em Lisboa, sofreu uma expressiva quebra eleitoral: obteve aproximadamente 301 mil votos (23,68%), menos 64 mil do que nas legislativas de 2024, e perdeu três mandatos, passando de 15 para 12 deputados. Trata-se de um dos piores resultados do PS neste círculo, apenas comparável aos de 1985 e 1987, quando também elegeu 12 deputados, embora então com um número superior de lugares em disputa.

Em ascensão, o Chega, com o seu presidente André Ventura como cabeça de lista, consolidou a terceira posição em Lisboa ao somar mais de 265 mil votos (20,86%), elegendo 11 deputados, mais dois do que no ano anterior.

A Iniciativa Liberal manteve-se como quarta força, aumentando a sua representação de três para quatro deputados, graças aos 97 mil votos (7,63%) conquistados. A lista foi liderada por Mariana Leitão, que ocupava a liderança parlamentar da IL na anterior legislatura.

À esquerda, apenas o Livre conseguiu crescer: com mais de 87 mil votos (6,87%), subiu de dois para três eleitos, entre os quais os seus dois porta-vozes, Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes.

Pelo contrário, o Bloco de Esquerda sofreu uma queda significativa, passando de dois para um deputado, elegendo apenas a coordenadora do partido, Mariana Mortágua, após ver a sua votação reduzida para cerca de 29 mil votos (2,35%). Pela primeira vez desde 1999, o BE ficou atrás da CDU em Lisboa.

A Coligação Democrática Unitária (PCP/PEV) conseguiu manter um deputado – o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo – com cerca de 45 mil votos (3,57%), apesar da ligeira descida face ao ano anterior.

O PAN, com 23 mil votos (1,84%), preservou o seu único mandato, atribuído à porta-voz Inês de Sousa Real. Já o ADN, embora tenha ultrapassado novamente a fasquia de 1% dos votos, voltou a não eleger qualquer representante.

Lisboa, com mais de 1,9 milhões de eleitores inscritos, elege mais de um quinto do total dos deputados nacionais e foi novamente palco de representação parlamentar para oito forças políticas, tal como em 2024.

Historicamente, o PS venceu 11 das 19 eleições legislativas realizadas em Lisboa desde o 25 de Abril, enquanto o PSD – sozinho ou em coligação – venceu por oito vezes. O melhor resultado socialista no distrito remonta a 1975 (45,98%), enquanto o PSD alcançou o seu recorde em 1987 (45,82%).

A vitória da AD em Lisboa reforça a tendência de viragem à direita observada no país, num sufrágio que poderá redefinir os equilíbrios parlamentares e a composição do próximo Governo.

Vodafone Rally de Portugal volta à carga com emoção redobrada e duas novas etapas

Está tudo a postos para mais uma edição do Vodafone Rally de Portugal, que este ano chega à sua 58.ª edição com um percurso ainda mais exigente e desafiante. Durante três dias intensos de competição, os melhores pilotos do mundo vão enfrentar trilhos emblemáticos e novas surpresas ao longo de 344,50 km cronometrados, num total de 1.790,65 km de percurso.

O arranque acontece já amanhã, quinta-feira, com o tradicional Shakedown em Baltar, logo a partir das 8h01. Uma oportunidade de luxo para os pilotos P1 e P2 darem os últimos retoques nas afinações dos seus carros. No final da tarde, Coimbra volta a brilhar com a partida cerimonial, às 17h00.

Mas o dia não acaba aí: a Figueira da Foz recebe uma curta e espetacular superespecial à beira-mar, com apenas 2,94 km, pensada para deliciar os fãs e mostrar o que aí vem. A ação começa às 19h05.

Sexta-feira de maratona e estreia de troços em Sever do Vouga

Na sexta-feira, os motores arrancam cedo, com Mortágua (14,59 km) a abrir hostilidades às 07h35. Seguem-se os troços técnicos e sempre desafiantes de Lousã, Góis e Arganil, que voltam a ser repetidos à tarde. Mas o destaque vai para as duas novas etapas: Águeda/Sever (15,08 km) e Sever/Albergaria (20,24 km), que regressam à rota do rally décadas depois. Sever do Vouga, que recebeu a prova entre 1995 e 1999, volta agora à ribalta, com direito a final em pleno circuito de rallycross.

Sábado com emoção no norte e festa em Lousada

Sábado é dia grande com o habitual desfile de forças a norte do Porto. Logo às 7h35, os pilotos enfrentam Vieira do Minho, seguindo-se Cabeceiras de Basto e a lendária Amarante (22,10 km), a mais longa do rally. Estas três especiais são repetidas à tarde antes do já clássico espetáculo em Lousada, com a pista de rallycross a encher-se de público e adrenalina a partir das 19h05.

Para quem gosta de história, vale lembrar que a etapa de Amarante é a mais extensa desde 2015 e remonta à primeira utilização em 1969, sendo atualmente um dos troços mais esperados pelos puristas do rally.

Domingo fecha em beleza com Fafe como cereja no topo do bolo

O último dia reserva emoções fortes com passagens duplas por Paredes (16,09 km), Felgueiras (8,81 km) e Fafe (11,18 km), onde a icónica Pedra Sentada promete saltos de cortar a respiração. A segunda passagem por Fafe volta a ser a famosa Wolf Power Stage, com todos os olhos postos nos tempos finais e nos últimos pontos em disputa. A festa do rally encerra a partir das 13h15, com os sobreviventes desta autêntica odisseia em terra firme a cruzarem a meta.

Com paisagens de cortar a respiração, troços históricos e uma atmosfera inigualável, o Vodafone Rally de Portugal 2025 promete, mais uma vez, ser um espetáculo imperdível — tanto para os fanáticos dos rallys como para quem só agora se vai apaixonar.

APA avança com obra histórica para travar erosão costeira na Figueira da Foz

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) adjudicou a maior intervenção de sempre de alimentação artificial de praias em Portugal, com o objetivo de travar a erosão na linha de costa a sul do porto da Figueira da Foz. A obra representa um investimento de 21,1 milhões de euros.

A empreitada irá transferir 3,3 milhões de metros cúbicos de areia ao longo de 120 dias de execução, abrangendo as zonas costeiras entre a Cova-Gala e a Costa de Lavos, no concelho da Figueira da Foz.

A operação inclui a dragagem de sedimentos ao largo da praia da Claridade, que serão depois depositados tanto na faixa emersa como imersa a sul do esporão 3 da Cova-Gala – uma das áreas mais severamente afetadas pela erosão provocada, entre outros fatores, pela extensão do molhe norte do porto.

A APA pretende, com esta intervenção, repor o perfil da linha de costa aos níveis de 2011, data anterior aos impactos erosivos mais significativos. O projeto é cofinanciado pelo Programa Temático para a Ação Climática e Sustentabilidade, com apoio complementar do Porto da Figueira da Foz e do município local.

A iniciativa esteve sujeita a Avaliação de Impacte Ambiental, tendo recebido Declaração Favorável Condicionada. Está ainda previsto um acompanhamento técnico rigoroso ao longo de todo o processo.

Anunciado pela primeira vez em 2019, o projeto tem sido sucessivamente adiado. Com esta adjudicação, a operação entra agora em fase de concretização, colocando um ponto final num impasse que se arrastava há vários anos.

Figueira da Foz investe 4,5 milhões de euros na expansão da Zona Industrial da Gandra

Foi no terreno, entre pinhais e o som longínquo da cidade, que se celebrou um momento que poderá marcar o futuro da Figueira da Foz. A Câmara Municipal formalizou no dia 12 de Maio a assinatura do contrato para a segunda fase da Zona Industrial e Empresarial do Pinhal da Gandra. Um investimento superior a 4,5 milhões de euros — mais precisamente 4.524.934,52 euros (aos quais se soma o IVA) — que visa impulsionar a economia local e atrair grandes empresas para a região.

Com Pedro Santana Lopes à frente da cerimónia, e os representantes do consórcio MARSILOP/CIVIBÉRICA a seu lado, ficou selado o compromisso com uma obra que não é apenas feita de betão e alcatrão: é feita de futuro.

A sessão começou com João Martins, chefe de divisão de Estudos e Projectos, a explicar os pormenores técnicos. Lembrou que a primeira fase já está concluída — com os acessos principais ao terreno. Agora, avança-se para a consolidação de toda a estrutura interna: arruamentos, redes técnicas, equipamentos de apoio. Um investimento que cria a base para algo maior: uma zona industrial com 11 lotes preparados para acolher empresas de grande dimensão — algo até agora impossível em muitas outras zonas do concelho.

João Martins apresentou ainda o plano de expansão: mais 20 hectares de terreno e uma nova rotunda que ligará o espaço ao futuro aeródromo municipal — um projecto que ocupará 57 hectares e que poderá vir a ter um impacto transformador em toda a zona norte.

“Estamos a negociar com as Infraestruturas de Portugal para garantir uma ligação directa à A17. Isto é essencial, dadas as especificidades do transporte de mercadorias que aqui estará envolvido”, referiu.

Do lado das empresas construtoras, ouviu-se a garantia de uma execução com responsabilidade ambiental, segurança e qualidade. Pedro Coelho sublinhou o compromisso com uma obra à altura das expectativas do município e dos futuros investidores.

Pedro Santana Lopes mostrou-se confiante no caminho que está a ser trilhado: “Temos uma boa impressão do trabalho que estas empresas já fizeram para a Figueira. Esta cerimónia serve para percebermos como o terreno está hoje — e imaginarmos o que aqui nascerá”.

Apesar do sigilo ainda necessário, revelou que uma grande empresa tecnológica, ligada à inovação e à investigação, já garantiu a sua instalação nesta nova zona. “Serão cerca de 300 postos de trabalho directos logo de início. Um investimento com peso, que nos obriga também a pensar nos instrumentos legais adequados”.

O presidente da Câmara defende uma alteração ao modelo da hasta pública, para que este tipo de investimento global não seja travado por uma lógica parcelar: “Seria criminoso perder este projecto por falta de flexibilidade legal”.