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Terça-feira, Maio 19, 2026

PS afunda-se em Lisboa: um dos piores resultados da sua história

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A coligação Aliança Democrática (AD), composta pelo PSD e CDS-PP, saiu vencedora das eleições legislativas antecipadas de domingo no círculo de Lisboa, num sufrágio marcado pelo recuo histórico do PS, que obteve um dos seus piores desempenhos de sempre.

De acordo com os dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), a AD reforçou a sua posição em Lisboa, com cerca de 362 mil votos (28,47%), conquistando 15 dos 48 mandatos atribuídos no maior círculo eleitoral do país. Destes, 14 deputados são do PSD e um do CDS-PP, Paulo Núncio. A lista foi encabeçada por Joaquim Miranda Sarmento, atual ministro das Finanças do executivo cessante.

O Partido Socialista, liderado por Mariana Vieira da Silva em Lisboa, sofreu uma expressiva quebra eleitoral: obteve aproximadamente 301 mil votos (23,68%), menos 64 mil do que nas legislativas de 2024, e perdeu três mandatos, passando de 15 para 12 deputados. Trata-se de um dos piores resultados do PS neste círculo, apenas comparável aos de 1985 e 1987, quando também elegeu 12 deputados, embora então com um número superior de lugares em disputa.

Em ascensão, o Chega, com o seu presidente André Ventura como cabeça de lista, consolidou a terceira posição em Lisboa ao somar mais de 265 mil votos (20,86%), elegendo 11 deputados, mais dois do que no ano anterior.

A Iniciativa Liberal manteve-se como quarta força, aumentando a sua representação de três para quatro deputados, graças aos 97 mil votos (7,63%) conquistados. A lista foi liderada por Mariana Leitão, que ocupava a liderança parlamentar da IL na anterior legislatura.

À esquerda, apenas o Livre conseguiu crescer: com mais de 87 mil votos (6,87%), subiu de dois para três eleitos, entre os quais os seus dois porta-vozes, Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes.

Pelo contrário, o Bloco de Esquerda sofreu uma queda significativa, passando de dois para um deputado, elegendo apenas a coordenadora do partido, Mariana Mortágua, após ver a sua votação reduzida para cerca de 29 mil votos (2,35%). Pela primeira vez desde 1999, o BE ficou atrás da CDU em Lisboa.

A Coligação Democrática Unitária (PCP/PEV) conseguiu manter um deputado – o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo – com cerca de 45 mil votos (3,57%), apesar da ligeira descida face ao ano anterior.

O PAN, com 23 mil votos (1,84%), preservou o seu único mandato, atribuído à porta-voz Inês de Sousa Real. Já o ADN, embora tenha ultrapassado novamente a fasquia de 1% dos votos, voltou a não eleger qualquer representante.

Lisboa, com mais de 1,9 milhões de eleitores inscritos, elege mais de um quinto do total dos deputados nacionais e foi novamente palco de representação parlamentar para oito forças políticas, tal como em 2024.

Historicamente, o PS venceu 11 das 19 eleições legislativas realizadas em Lisboa desde o 25 de Abril, enquanto o PSD – sozinho ou em coligação – venceu por oito vezes. O melhor resultado socialista no distrito remonta a 1975 (45,98%), enquanto o PSD alcançou o seu recorde em 1987 (45,82%).

A vitória da AD em Lisboa reforça a tendência de viragem à direita observada no país, num sufrágio que poderá redefinir os equilíbrios parlamentares e a composição do próximo Governo.

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