Instituto de Engenharia de Coimbra reforça aposta na gestão de ativos físicos industriais

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O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) é a primeira escola do país com um mestrado em Engenharia e Gestão de Ativos Físicos industriais, que procura ajudar Portugal a cumprir os compromissos internacionais de reciclagem.

“A sustentabilidade do planeta depende da boa gestão dos ativos físicos das empresas, a qual tem sido uma prioridade para o ISEC”, afirmou o presidente daquele estabelecimento de ensino superior, Mário Velindro.

O dirigente salientou que o ISEC foi a primeira escola de engenharia em Portugal a lançar um mestrado em Engenharia e Gestão de Ativos Físicos, “formando profissionais que serão essenciais para que o país possa cumprir os objetivos industriais com que se comprometeu internacionalmente, desde logo na União Europeia”.

“Por isso, temos envolvido empresas parceiras em projetos de investigação e em encontros científicos, acompanhando os projetos de investimento que a indústria portuguesa está a desenvolver neste campo”, sustentou.

Na quinta e na sexta-feira, o ISEC promove a primeira edição do CongrEGA – Congresso Nacional de Engenharia e Gestão de Ativos, destinado a partilhar conhecimento desenvolvido com grupos industriais para diminuir impactos ambientais e, através da reutilização, aumentar a competitividade dos produtos no mercado.

Organizado pelo investigador José Torres Farinha, o congresso tem como objetivo demonstrar que “o caminho para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) terá de passar pela aplicação da engenharia na otimização do ciclo de vida dos equipamentos da indústria, assegurando o respeito ambiental imposto pelas Nações Unidas (ONU)”.

“Quer em diversos objetivos ODS das Nações Unidas, quer onde existir obra humana, isso significa a existência de ativos físicos que necessitam ser fiáveis e, sempre que possível, reutilizáveis”, afirmou o docente do ISEC e antigo presidente do Instituto Politécnico de Coimbra.

Segundo este responsável, “a garantia dessa fiabilidade é feita através de uma boa manutenção dos sistemas de produção, da gestão eficiente desses ativos e, também, do prolongamento do seu ciclo de vida através da sua reutilização, numa perspetiva de economia circular”.

Torres Farinha salientou que “cada vez mais engenheiros em todo o mundo estão focados na gestão dos componentes da produção das suas empresas e no desenvolvimento de soluções de engenharia que tornem possível atingir as metas internacionais acordadas, nomeadamente as do Acordo de Paris”.

“Porque ‘sustentabilidade’ significa respeitar o planeta e, para tal, trabalhar numa perspetiva de economia circular e de otimização do ciclo de vida dos ativos físicos, a qual também contribua para a competitividade das empresas”, frisou.

Considerando que o ISEC é, atualmente, “a escola de referência nesta área em Portugal”​​​​​​, Torres Farinha sublinhou que, a nível internacional, a engenharia de gestão de ativos industriais já é considerada “uma das mais importantes para o futuro da sustentabilidade no mundo”.

 

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