Instituto de Engenharia de Coimbra escolhido para desenvolver ensino superior em Moçambique

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O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) foi escolhido para dar apoio aos docentes e estudantes do Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique (ISCTEM) na sua adaptação às novas exigências digitais do ensino.

“Este instituto de Moçambique é uma escola privada de ensino superior, que tem medicina, medicina dentária e engenharia. Acharam que, face àquilo que conhecem e à informação que foram recorrendo, o ISEC era o parceiro ideal”, refere o presidente Mário Velindro.

A colaboração entre as duas escolas será focada, inicialmente, na pós-graduação em Sistemas Avançados de Gestão da Saúde, através da “capacitação e atualização – quer científica, quer pedagógica – dos docentes e dos alunos que frequentem o curso homólogo no ISCTEM”.

O projeto deverá funcionar num modelo híbrido, com sessões ‘online’ e aulas presenciais – organizadas com uma frequência trimestral – nas quais os estudantes do ISCTEM poderão conhecer de perto os do ISEC, assim como os métodos de ensino, instalações e laboratórios de investigação da escola, em Coimbra.

A parceria surge no seguimento de um protocolo de colaboração iniciado há quatro anos. Seguiram-se conversações, interrompidas pela pandemia da covid-19, das quais resultaram algumas antevisões de continuidade e alargamento da parceria, nomeadamente para o apoio à transição digital de outros graus académicos, como o de Técnico de Manutenção de Aeronaves ou a Iniciação à Informática, dirigida às escolas de ensino básico.

“Depois, quando estávamos para arrancar com algumas coisas, como o apoio pedagógico na área das pós-graduações e da licenciatura da engenharia civil, surge o convite e isto, como sabe, parou”, lembrou Mário Velindro.

Na semana passada, os responsáveis do ISCTEM estiveram em Coimbra, em reuniões com o ISEC, para se inteirarem dos mais recentes modelos pedagógicos utilizados e para formalizar a parceria, regressando em “setembro/outubro” para “concretizar algumas ideias, nomeadamente aquela da pós-graduação em saúde, que eles querem transportar”.

“É um reconhecimento de qualidade do nosso produto e o produto é como uma empresa, quando se faz um bom produto as pessoas falam umas às outras e, felizmente, os nossos engenheiros têm dado cartas em tudo quanto é lado”, frisou o presidente da instituição de Coimbra.

“Não exagero nada em dizer que temos licenciados em engenharia espalhados por vários recantos do mundo, como Rússia, Chile, México e Brasil, a fazer boa engenharia em todo o lado”, acrescentou.

Segundo Mário Velindro, esta parceria vai “reforçar o ISEC dentro e fora de Portugal, já que, se correr bem – como se acredita que correrá – será depois mais fácil replicá-la, por exemplo, em Angola, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, países onde existe a vantagem de se falar a mesma língua e onde também se justifica uma colaboração para adaptar e atualizar o ensino”.

Para o presidente do ISEC, “a oportunidade de renovar parcerias e desenvolver novos projetos com universidades internacionais de países lusófonos acarreta um potencial enorme de permuta de conhecimento científico e tecnológico, que contribuirá para uma constante ascensão da qualidade do ensino superior, quer o do ISEC como o dos seus parceiros”.

 

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