Por uma  Figueira da Foz mais Verde e Sustentável – Opinião – Luís Pena

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#33cccc;”>Por uma  Figueira da Foz mais Verde e Sustentável

Na era do desenvolvimento sustentável, em que as organizações internacionais definem estratégias, agendas, metas e objectivos – como os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, o Acordo de Paris, a Nova Agenda Urbana ou novo Green Deal, – cabe cada vez mais às cidades o papel de implementar acções e medidas que contribuam para tais compromissos e que envolvam mais as comunidades.

Cada vez mais, o planeta será não só aquilo que os Estados quiserem, mas essencialmente aquilo que as cidades fizerem e, com isso, o que os cidadãos queiram ser.

Os espaços verdes são peças fundamentais no planeamento e gestão das cidades, ajudando a moderar o impacto das consequências negativas das atividades humanas. Os seus benefícios são percetíveis na contribuição para a preservação da biodiversidade e na aproximação da população à natureza, promovendo, desta forma, a saúde e o bem-estar. Prestam ainda enormes bens e serviços de ecossistema que vão desde a regulação do clima local, à qualidade do ar, sequestro de carbono, preservação de espécies e habitats, recreação, valorização económica de bens e serviços, envolvimento dos cidadãos no planeamento e gestão locais.  

Os processos acelerados de urbanização e mais ainda a inconsciência política, têm levado à redução dos espaços públicos de lazer, diminuição da arborização, impermeabilização do solo, aumento da temperatura urbana e, consequentemente, a diminuição da qualidade de vida nas cidades e dos seus habitantes. Daí a necessidade de reavaliar e corrigir as falhas num enquadramento ambiental saudável e harmonioso, num conceito próximo da cidade-jardim. 

O conceito de cidade-jardim deve-se à presença abundante de árvores nas ruas, além da construção de parques e praças com bastante vegetação. As folhas dessas árvores retêm a evaporação, reduzem os efeitos do calor e controlam a absorção da água da chuva, evitando inundações. Além disso, o aumento de locais com sombra diminui o impacto térmico da luz solar.

A Câmara Municipal da Figueira da Foz, na reunião de 22 de Agosto de 1996, subscreveu a Carta de Aalborg, relativa à implementação de Cidades Sustentáveis.

Este documento, no seu ponto 1.13 refere que: “devemos assegurar a todos os cidadãos e grupos de interesse, o acesso à informação bem como a oportunidade de participarem nos processos de decisão local, promovendo, também, a educação e a formação, não só para a população mas também para os representantes eleitos e para os funcionários da Autarquia”.

Defendemos, há muitos anos, que a Figueira da Foz – cidade com o nome de árvore – situada na Costa de Prata, poderá valer mais do que ouro, quando optar por práticas mais ecológicas em prol da garantia, no presente e no futuro, de um autêntico património arbóreo/biológico, suporte de uma vida saudável para toda a população.

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