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A Câmara da Figueira da Foz equaciona a possibilidade de construir um aeródromo municipal no Pinhal da Gandra/Pincho, na zona norte do concelho, de acordo com um estudo prévio apresentado esta quarta-feira em sessão da Edilidade.

Para o presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, esta infraestrutura representa “a viabilização de muitos investimentos, que permitem criem mais postos de trabalho e fixar os jovens”.

O autarca salientou aos jornalistas que o concelho tem hoje “em dia uma boa rede de estruturas rodoviária, o desenvolvimento da parte ferroviária, nomeadamente a eletrificação da Linha do Oeste e a requalificação da Beira Alta, e o porto”, e só falta a questão da ligação aérea.

“Pretendemos uma pista entre os 800 e os 1.000 metros, que permita a aterragem de aviões ligados principalmente às atividades das empresas que cá invistam e temos previstos grandes investimentos para a Figueira da Foz, até na área dos combustíveis para a aviação”, adiantou.

Santana Lopes salientou que se trata de uma infraestrutura que já há 20 anos, na sua primeira passagem pela presidência do município, considerava “muito importante, tendo conseguido o licenciamento nessa altura, que não foi concretizado nos mandatos seguintes”.

“Considero essencial essa infraestrutura para a Figueira da Foz e espero que os trabalhos cheguem a bom porto ainda neste mandato”, referiu o autarca, acrescentando que o processo está “no bom caminho”, conduzido por “uma boa equipa de planeamento”.

De acordo com o estudo do município, que analisou mais dois locais – Mata Nacional da Leirosa e Mata Nacional Dunas da Costa de Lavos – a zona do Pinhal da Gandra/Pincho apresenta as melhores condições para a instalação do aeródromo.

O documento, apresentado por um técnico da autarquia, aponta como fatores positivos os reduzidos impactos ambientais, o afastamento a aglomerados populacionais, o facto de o solo já estar destinado a zona industrial, a possibilidade de construção de uma pista com 1.100 metros de comprimento por 30 de largura e a proximidade à A17.

Antes da elaboração do anteprojecto, o município da Figueira da Foz vai solicitar à Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) a pré-validação do local, que ocupa uma área de 85 hectares pouco condicionada ao nível das servidões administrativas.

Na elaboração do estudo prévio, os técnicos tiveram em atenção os aeródromos de Castelo Branco e de Viseu, por causa das dimensões da pista e das instalações.

O presidente da Câmara da Figueira da Foz tenciona candidatar o projeto ao Portugal 2030 para obtenção de financiamento.

 

Imagem de: @jakobnoahrosen

 

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