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Quarta-feira, Maio 22, 2024

Pedersen impôs-se na luta entre WorldTour para vencer a Figueira Champions Classic

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Casper Pedersen tornou-se hoje o primeiro ciclista a inscrever o nome no palmarés da Figueira Champions Classic, levando a melhor na ‘entretida’ batalha travada por Soudal Quick-Step, Intermarché-Circus-Wanty e EF Education-EasyPost no surpreendente percurso da inédita clássica portuguesa.

Apesar do difícil traçado da prova, com a inesperadamente dura subida ao Parque Florestal e a belíssima escalada a Enforca Cães, o triunfo decidiu-se ao sprint, com o ciclista dinamarquês a impor-se numa luta a 10, para somar a primeira vitória desde que se mudou para a Soudal Quick-Step e a terceira como profissional.

“Claro que, para nós, é muito importante ganhar. Não corremos apenas para mim hoje, corremos uma corrida aberta, com uma equipa forte. […] Sabia que tinha apenas de ficar na frente o máximo de tempo possível, e os rapazes deram-me a confiança de que eu era um dos mais rápidos caso chegasse com o grupo pequeno à meta. Finalizar, é incrível”, resumiu Pedersen.

O dinamarquês de 26 anos soube esperar pelo momento certo para lançar o sprint e levar a melhor na animada luta travada por Intermarché-Circus-Wanty, que colocou o belga Rune Herregodts no segundo lugar e Rui Costa no quarto, e EF Education-EasyPost, que viu o neerlandês Marijn van den Berg ser terceiro.

O público acorreu em massa à ‘chamada’ da inédita clássica, ignorando as baixas temperaturas e o vento forte que se fazia sentir para mostrar efusivamente a sua preferência por Rui Costa, o homem eleito para ser a imagem da Figueira Champions Classic.

O pelotão tinha pela frente 190 quilómetros, com início e final na emblemática Torre do Relógio, que incluíam seis prémios de montanha após a entrada no circuito final, percorrido três vezes: uma primeira categoria no Parque Florestal (cruzada ao quilómetro 109,6, ao 139,7 e ao 169,8), e uma segunda em Enforca Cães (aos 123,5, aos 153,6 e a apenas 6,3 quilómetros da meta).

A presença de seis formações do WorldTour não intimidou as equipas nacionais, que lançaram para a fuga do dia os portugueses Hugo Nunes (Rádio Popular-Paredes-Boavista), Gaspar Gonçalves (Efapel), Afonso Silva (Kelly-Simoldes-UDO), Carlos Salgueiro (AP Hotels&Resorts-Tavira-Farense) e Alexandre Montez (Credibom-LA Alumínios-MarcosCar) e os espanhóis Sergio García (Glassdrive-Q8-Anicolor) e Jesus del Pino (Aviludo-Louletano-Loulé Concelho).

Os sete colaboraram para construir uma vantagem confortável, que aos 57 quilómetros rondava os cinco minutos, mas que 30 quilómetros mais adiante já estava abaixo dos três, graças ao trabalho da Intermarché-Circus-Wanty no pelotão.

Foram as duas primeiras escaladas ao Parque Florestal, onde uma multidão se acumulou, rivalizando em número, por exemplo, com os melhores anos recentes da subida à Senhora da Graça, que ‘condenaram’ a fuga, com os seus ‘cotovelos’ apertados, estradas estreitas e íngremes.

A diferença dos fugitivos caiu bruscamente na primeira ascensão – na primeira passagem pela meta, já estava reduzida a 50 segundos – e a fuga foi definitivamente anulada aos 137 quilómetros, permitindo que, logo de seguida, se lançassem à aventura, no espetacular percurso, Rémi Cavagna (Soudal Quick-Step), Oscar Onley (DSM), Merhawi Kudus (EF Education-EasyPost), Quinten Hermans (Alpecin-Deceuninck), Mathias Vacek (Trek-Segafredo) e Herregodts.

Os seis nunca foram muito longe, com a diferença para o pelotão a ser inferior a um minuto, muito devido ao trabalho da EF Education-EasyPost, que, embora tivesse um representante na frente, assumiu a perseguição.

Na derradeira escalada ao Parque Florestal, Cavagna e Herregodts isolaram-se, mas acabariam alcançados por homens vindos de trás, com um grupo restrito, no qual seguia Costa, a chegar à subida do Enforca Cães em condições de discutir a vitória.

Após várias ‘escaramuças’ na última dificuldade da jornada, a discussão da vitória na primeira edição da Figueira Champions Classic foi feita entre 10, com o ‘veloz’ Casper Pedersen a superiorizar-se a Herregodts e a Van den Berg.

O favorito Rui Costa, que se refugiou no autocarro da equipa mal cortou a meta, foi quarto, com as mesmas 04:35.54 horas do vencedor. Se o corredor da Intermarché-Circus-Wanty foi o melhor português, Frederico Figueiredo (Glassdrive-Q8-Anicolor) foi o melhor representante das equipas nacionais, na 25.ª posição, a 01.34 minutos.

 

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