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Quarta-feira, Maio 22, 2024

Cubano Carlos Albornoz venceu a 17.ª edição do Festival Internacional de Xadrez

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O GM cubano, Carlos Albornoz, que faz parte da seleção nacional de Cuba, e uns dos mais cotados jogadores presentes no Torneio Internacional de Xadrez, venceu numa última jornada absolutamente empolgante.

Albornoz defrontou de pretas o até então líder, o MI indiano Chintagunta Reddy, que necessitava de apenas um empate para vencer o torneio e fazer uma norma do GM. Desde o início da partida que Albornoz demonstrou que ia jogar agressivamente, explorando alguma contenção do jogador indiano que sabia que lhe bastava o empate. A partida, que foi a última a encerrar a jornada e a decidir o primeiro lugar do pódio, teve um final de altíssimo nível por parte do cubano de 22 anos que assim fez jus a toda a expectativa que recai sobre ele e sobre o seu futuro. O jovem GM cubano ganhou assim o mais forte, mais premiado e mais prestigiado Torneio de sempre da história do Xadrez em Portugal e ajudou a escrever uma página dourada na história do xadrez da Figueira da Foz.

Completaram o pódio da geral o MI indiano Babu Lalit e Chintagunta Reddy. Os jogadores indianos foram, de facto, os grandes protagonistas ao colocarem seis jogadores nos 12 primeiros classificados.

A GM francesa Nino Maizuradze foi a mais bem classificada entre as mulheres, seguida da WMI polaca Alexandra Acha e da também polaca a WGM Julia Antolak. A menina-prodígio indiana Arkhila Charvi obteve uns incríveis cinco pontos em nove e uma extraordinária 39ª posição.

O MI espanhol Hector Cardenas foi o melhor entre os veteranos, seguido do GM canadiano, Kevin Spraggett, “uma das figuras mais importantes para a evolução do xadrez em Portugal “ e o GM da Bulgária Vladimir Petkov. O MI André Sousa, já por duas vezes campeão nacional absoluto, foi o melhor português na 34ª posição.

A cerimónia de entrega de prémios, apresentada por Miguel Babo, decorreu no hotel Sweet Atlantic & SPA e contou com a presença de representantes de várias entidades: do Presidente da Direção da Assembleia Figueirense, Mota Cardoso; do Presidente da Assembleia Municipal, José Duarte; da Vereadora Anabela Tabaçó; da Presidente e do vice-Presidente da Junta de Buarcos S. Julião, Rosa Baptista e Ilídio Figueiredo, respetivamente, e dos Presidentes das Federações de Xadrez de Portugal, Angola e Cabo-Verde.

Miguel Babo agradeceu, em especial, à Câmara Municipal da Figueira da Foz, que sempre apoiou o torneio, mas que “desde que este executivo tomou posse olhou para este evento de maneira diferente”. Agradeceu também a todos quantos colaboraram com a organização para fazer do torneio deste ano o mais participado de sempre, quer número total de participantes, quer de Grandes Mestres (CM) e Mestres Internacionais (MI). A propósito da categoria de veteranos (M50), o mesmo salientou que a vinda de jogadores um pouco mais velhos, que têm “ainda um nível competitivo” elevado, “dá prestígio ao torneio com o seu nome e a sua presença.” Lembrou ainda que há poucos torneios que atribuem normas para GM e MI e que, desde a 15ª edição, este torneio é “o único em Portugal que as atribui”.

A vereadora Anabela Tabaçó apresentou cumprimentos a todos e deixou uma palavra muito especial à organização do Festival, que considerou “extraordinário”.

A autarca salientou que o apoio do Município à edição deste ano mais que duplicou relativamente ao ano passado, principalmente porque houve um reconhecimento de que o Festival, “o Xadrez não é um desporto de força, como a grande maioria dos desportos que todos nós conhecemos, é um desporto de inteligência” que se enquadra naquilo que a autarquia tem “como objetivo para a Figueira”, uma “Figueira de topo que se destaque como uma cidade de investimento, uma cidade de inovação, uma cidade tecnologicamente avançada”.

Anabela Tabaçó garantiu ainda que “cá estaremos e continuaremos a estar no futuro a apoiar dentro das nossas possibilidades” este evento.

Já o Presidente da Federação Portuguesa de Xadrez, Dominic Robin Cross, salientou que a prova tem “um historial ímpar” e é “uma das provas contínuas do xadrez nacional que dá sempre normas para Grande Mestre (GM)”. Domici Robin Cross manifestou-se muito contente com a edição deste ano, que chegou à categoria A do Portugal Chess Tour. Para o dirigente o Festival Internacional de Xadrez 2023 foi “espetacular”, não só pelo número de participantes, mas ao “nível da qualidade”.

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