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Figueira da Foz
Sábado, Maio 25, 2024

Palestra de Joana Ricarte abordou a «Memória, Identidade e Património: entre preservação e destruição em contexto de conflitos»

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Metereologia

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O Município da Figueira da Foz associou-se uma vez mais à comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, instituído a 18 de abril de 1982 pelo International Council of Monuments and Sites (ICOMOS), tendo promovido na passada quinta-feira, dia 18 de abril, no Auditório Madalena Biscaia Perdigão, a palestra «Memória, Identidade e Património: entre preservação e destruição em contexto de conflitos», que teve como oradora Joana Ricarte, renomada investigadora e docente universitária.

A mesma iniciou a sua intervenção com recurso a uma citação tão representativa quanto emblemática: “Quando as guerras começam na mente dos homens, é na mente dos homens que devem ser construídas as defesas da paz” (Constituição da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura- Unesco).

Património, cultura, património cultural, memória e identidade estiveram em análise, sempre em paralelismo com a Carta de Veneza- Carta Internacional sobre a conservação de Monumentos e Sítios que, no próximo dia 31 de maio, comemora o seu sexagésimo aniversário. São 60 anos em articulação com acontecimentos vividos em contextos bélicos que marcam a atualidade e que, na generalidade dos casos, provocam “genocídios culturais”.

No final da sua intervenção, houve lugar a uma conversa muito dinâmica, com questões pertinentes suscitadas pelo público ali presente, aludindo a espaços culturais nacionais que foram total ou parcialmente destruídos, sendo que alguns foram reconstruídos e outros mantêm as marcas da destruição. A título exemplificativo, Manuela Silva – chefe de serviço de Museu e Núcleos, aludiu à recente reconstrução, intervenção de conservação e requalificação do «Mosteiro de Seiça» que “recuperou a sua génese arquitetónica original, sem abandono de algumas particularidades que nos remetem para o período em que serviu de instalação de uma fábrica de descasque de arroz (início séc. XX até 1976), decorrente da venda a particulares”. Um exemplo claro do necessário desenvolvimento da cultura e do conhecimento histórico, através da sua preservação e sustentabilidade futura.

O conhecimento e a capacidade comunicativa da oradora, a par da disponibilidade evidenciada para trabalhar em projetos do Museu Municipal Santos Rocha, mereceram elogios da plateia.

Fonte: CMFF

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