É já a 13 de abril que os olhos dos amantes do ciclismo se voltam para a Região de Coimbra. A clássica prova que dá a conhecer as encantadoras Aldeias do Xisto renasce com um novo nome — “Troféu Região de Coimbra – Aldeias do Xisto” —, um novo percurso e uma ambição renovada: ligar o Atlântico às montanhas, a partir da Figueira da Foz até à mágica Aldeia das Dez, em Oliveira do Hospital.
A mudança foi apresentada ao final da tarde de ontem, no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, e simboliza mais do que uma reconfiguração de calendário. É a afirmação de um território que acredita no desporto como motor de desenvolvimento, turismo e identidade. A organização está agora a cargo direta da Federação Portuguesa de Ciclismo, com o apoio da ADXTUR, da CIM Região de Coimbra e do Turismo Centro de Portugal.
A edição deste ano promete: 151,2 km de paisagens arrebatadoras, atravessando seis concelhos, com três metas volantes e um total de 125 ciclistas divididos entre as melhores equipas nacionais. No topo da tabela da Elite está Fábio Costa (Anicolor-Tien21), enquanto o Sub-23 já tem praticamente assegurada a vitória de Lucas Lopes.
Para Cândido Barbosa, esta é mais do que uma prova: “É um espetáculo desportivo, sim, mas também um motor turístico e económico.” O presidente da FPC agradeceu a todos os que tornam o ciclismo possível, com uma palavra especial para os presidentes de junta que, dia após dia, “mantêm viva a paixão pela modalidade”.
Já o diretor da prova, Sérgio Sousa, vê neste percurso um verdadeiro “guia turístico sobre duas rodas”, enquanto Luís Paulo Costa, da CIM RC, acredita que esta ligação entre mar e serra é uma metáfora viva da diversidade da região — “e temos paisagem e alma suficientes para fazer 20 edições diferentes!”
A emoção vai ao rubro na chegada, em Oliveira do Hospital, onde José Francisco Rolo, presidente do município, sublinha o simbolismo de unir litoral e interior. E o entusiasmo também começa logo na partida: Manuel Domingues, da Figueira da Foz, lembra que esta cidade “tem história no ciclismo” e não vai ficar fora dos grandes palcos.
“Fazer acontecer esta prova é motivo de orgulho”, diz. E com um percurso destes, quem não gostava de ir pedalar por ali?






