Início Site Página 4

Investigadora figueirense Micaela Durães destaca impacto do surf local em revista nacional sobre associativismo desportivo

0

A Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto, em Lisboa, acolheu a apresentação da 13.ª edição da Revista Análise Associativa. O novo número, inteiramente dedicado ao tema “Associativismo Desportivo”, reuniu investigadores, dirigentes e representantes do movimento associativo de todo o país. Um dos grandes destaques da publicação é o artigo científico assinado pela investigadora figueirense Micaela Durães, intitulado “Associativismo, Desporto e Comunidade: Uma Análise do Papel do Surf no Contexto Português”, que disseca a evolução e a orgânica desta modalidade náutica sob o prisma do associativismo desportivo nacional.

No seu estudo de fôlego, a autora demonstra como o tecido associativo — composto por clubes locais, ligas e estruturas federativas — funcionou como o motor essencial para a institucionalização do surf em Portugal. Durães defende que estas organizações superam a vertente competitiva e a formação de atletas, atuando diretamente como agentes de inclusão social, promotores de cidadania e eixos de valorização económica, turística e ambiental das zonas costeiras. A investigação aponta, contudo, os desafios estruturais que o setor enfrenta atualmente, nomeadamente a sustentabilidade financeira das coletividades, a urgência na profissionalização da gestão desportiva e a necessidade de novas políticas públicas de apoio ao movimento.

Micaela Durães dedica uma fatia substancial da sua análise à Figueira da Foz, justificando o estatuto do concelho como uma das grandes capitais do surf português através da força do seu dinamismo cívico. O artigo detalha casos de sucesso local como o percurso histórico do movimento de salvaguarda ambiental SOS Cabedelo, a fundação da Associação de Desenvolvimento Mais Surf (ADMS) e o impacto sociocultural e económico do festival internacional Gliding Barnacles. Natural do concelho, a autora é doutoranda em Turismo na Universidade de Aveiro, investigadora do centro GOVCOPP, presidente da Associação de Marketing e Promoção Turística (AMPT) e dirigente na Associação das Coletividades do Concelho da Figueira da Foz.

Parceria com a Manifesta em 2028 projeta Bienal Anozero para escala europeia sem precedentes

0

O encerramento da sexta edição do Anozero – Bienal de Coimbra, que atraiu mais de 25 mil visitantes ao longo de três meses, lançou oficialmente as bases para o momento mais ambicioso da história do certame: a organização de uma edição conjunta com a Manifesta, agendada para o ano de 2028. O anúncio foi validado pelas equipas de curadoria de Hans Ibelings e John Zeppetelli e pelo executivo camarário, que encaram este passo transnacional como a consagração definitiva de Coimbra no roteiro dos grandes palcos de vanguarda e de diplomacia cultural a nível europeu.

A Manifesta é reconhecida globalmente como a Bienal Europeia de Arte Contemporânea, um evento nómada de escala mundial que a cada dois anos altera a sua localização geográfica para reconfigurar o panorama artístico e o pensamento crítico das cidades anfitriãs. A escolha de Coimbra para acolher a edição de 2028, em coorganização com o Círculo de Artes Plásticas de Coimbra (CAPC) e a Universidade de Coimbra, vai transformar o território numa capital artística internacional, atraindo milhares de curadores, colecionadores, críticos e criadores de todos os pontos do globo e potenciando a reabilitação urbana e a visibilidade mediática da região Centro.

O vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Miguel Antunes, assumiu o compromisso público de acarinhar e blindar o projeto, apontando a data como um ponto de viragem. “Se até agora o Anozero foi algo memorável, uma explosão artística e cultural, em 2026 preparámos o terreno porque em 2028 vai ser algo completamente fora de série”, sublinhou o autarca durante a sessão de encerramento. Até lá, a organização municipal vai assegurar uma etapa intermédia de transição em 2027, ano em que o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova acolherá um grande espetáculo a solo (solo show) concebido para projetar as dinâmicas de envolvência comunitária que vão explodir no macroevento de 2028.

Luís Montenegro aponta alívio fiscal a trabalhadores e empresas como motor para atrair investimento estrangeiro

0

O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, afirmou que Portugal está a consolidar um ecossistema de estabilidade política, económica e financeira desenhado para gerar confiança nos mercados internacionais e captar projetos industriais de alto valor acrescentado. O discurso foi proferido na Figueira da Foz, durante a cerimónia de colocação da primeira pedra da nova unidade industrial da multinacional alemã Hennig. O chefe do Executivo aproveitou o palco empresarial para reafirmar o compromisso macroeconómico do Governo em delinear “um país que quer cobrar menos impostos sobre quem trabalha” e, simultaneamente, “premiar o esforço, o mérito” e os resultados contabilísticos do tecido produtivo.

O Primeiro-Ministro defendeu que a atração de grandes fábricas e a consequente criação de riqueza constituem as ferramentas estruturais mais eficazes para combater a exclusão social e reverter assimetrias regionais, sustentando que “a pobreza combate-se com a criação de riqueza”. Dirigindo-se à administração da Hennig, Montenegro classificou a fixação da marca na Zona Industrial do Pincho como uma operação de ganho mútuo (win-win), cujos dividendos financeiros e fiscais deverão ser convertidos em bem-estar social, inovação tecnológica e na promoção de salários médios mais elevados para a população.

Na sua alocução, o governante enalteceu a proatividade do poder local na dinamização económica e elogiou a performance da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), lembrando que o ano de 2025 fixou o maior volume histórico de investimento direto estrangeiro contratualizado pela agência pública. A fechar a intervenção na Figueira da Foz, o líder do Executivo vincou que o equilíbrio sustentável das contas públicas permite ao Estado financiar-se a juros mais baixos e investir na modernização dos serviços essenciais, destacando ainda a urgência em estreitar as parcerias entre o ensino técnico profissional, os politécnicos e as universidades para robustecer a competitividade de Portugal.

Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, durante a sessão de lançamento da obra de construção da fábrica da Hennig Portugal, Figueira da Foz, 23 julho 2026 (Paulo Novais/ Lusa)

FestiMaiorca recebe Medalha de Mérito Cultural da Figueira da Foz em gala de encerramento

0

O Município da Figueira da Foz distinguiu, por unanimidade, o FestiMaiorca – Festival Internacional de Folclore de Maiorca com a Medalha de Mérito Cultural – Grau Prata Dourada. A condecoração oficial celebra as cinco décadas de atividade ininterrupta do evento no estudo, preservação e divulgação das tradições populares e do património imaterial. O galardão foi entregue em mãos pelo presidente da Câmara Municipal, Pedro Santana Lopes, ao presidente da Casa do Povo de Maiorca, Luís Gonçalves, durante a sessão pública que encerrou a edição comemorativa.

A cerimónia solene decorreu no Jardim Municipal, servindo de palco para o balanço de um festival classificado pela autarquia como um pilar essencial na promoção da interculturalidade e na projeção turística do concelho além-fronteiras. Ao longo de 50 anos de existência, o FestiMaiorca consolidou-se como um dos mais importantes e antigos festivais de folclore em território nacional, atraindo anualmente ranchos e comitivas etnográficas dos vários continentes à região Centro.

A 50.ª edição do certame saldou-se num sucesso de público ao reunir, no palco principal e nas extensões descentralizadas, grupos de dança e música tradicional oriundos da Argentina, Arménia, Chile, Espanha, México, Paraguai, Sérvia e Portugal. Perante bancadas cheias com centenas de espectadores, o festival reafirmou o seu papel como um espaço vivo de diálogo entre povos e de celebração da diversidade folclórica global, encerrando a sua edição de ouro com o reconhecimento institucional unânime do executivo camarário.

Coimbra investe 30 mil euros e cria Consultório da Criança para travar pobreza infantil e apoiar famílias

0

O Executivo Municipal de Coimbra aprovou a celebração de um protocolo financeiro e técnico com o Instituto de Apoio à Criança (IAC) para implementar o novo Consultório da Criança. A resposta social vai receber uma dotação camarária anual de 30 mil euros e funcionará em articulação direta com o recém-constituído Núcleo Local da Garantia para a Infância de Coimbra (NLGPI/C). Ambas as ferramentas integram a estratégia municipal de proteção dos direitos dos menores, focando-se na prevenção da exclusão social e no suporte psicológico e parental às famílias em situação de vulnerabilidade.

O Consultório da Criança foi desenhado como um balcão de atendimento multidisciplinar focado na intervenção precoce. O IAC assumirá a coordenação científica e técnica do espaço, disponibilizando psicólogos, assistentes sociais e terapeutas para avaliações individuais e familiares, além de ações de sensibilização contra a violência e a negligência. A autarquia assegura o financiamento e a integração da resposta na rede social local, criando uma malha de segurança para sinalizar precocemente problemas no desenvolvimento das crianças ou falhas no cumprimento dos seus direitos básicos.

A urgência destas medidas é sustentada por indicadores socioeconómicos que colocam a Região Centro com uma taxa de 17,9% da população em risco de pobreza ou exclusão social, acompanhando uma tendência nacional que afeta cerca de 302 mil jovens. Para reverter este cenário, o novo Núcleo Local — que reúne o município, a Segurança Social, delegados de saúde, agrupamentos de escolas e IPSS — vai avançar no imediato com a elaboração de um Diagnóstico Local da Pobreza Infantil. O documento servirá para mapear falhas no acesso à habitação, alimentação e educação, balizando as futuras políticas públicas no concelho.

Paulo Portas toma posse como comissário dos 900 anos de Portugal num programa direcionado às escolas e municípios

0

O Governo conferiu posse ao antigo vice-primeiro-ministro Paulo Portas como comissário-geral das Comemorações dos 900 anos da Fundação de Portugal. Durante a cerimónia oficial, a Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, revelou as grandes diretrizes do Executivo para as celebrações, preconizando um programa descentralizado e abrangente, desenhado para envolver as comunidades locais, o ecossistema escolar e a sociedade civil de todas as regiões do país.

A tutela frisou que as atividades comemorativas — programadas para se estenderem até ao ano de 2028 — devem afastar-se de visões nostálgicas, focando-se no rigor científico e na valorização do património partilhado. “O objetivo é que cheguem às escolas, às instituições de Ensino Superior, aos museus e aos monumentos”, afirmou a ministra, classificando a iniciativa como um projeto de manifesto interesse nacional. O plano operacional vai articular o trabalho de investigadores, autarquias e agentes culturais para aproximar as diferentes gerações da história e da identidade daquela que é uma das nações mais antigas do mundo.

O roteiro das comemorações usará como pilares cronológicos os acontecimentos militares e políticos do século XII que ditaram a independência nacional, nomeadamente a Batalha de São Mamede (1128), a Batalha de Ourique (1139) e a assinatura do Tratado de Zamora (1143). Através desta descentralização territorial, o Governo pretende robustecer a literacia histórica dos cidadãos e projetar a riqueza da cultura e das instituições democráticas portuguesas a partir dos seus marcos fundacionais.

Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, na cerimónia de posse do comissário-geral para as Comemorações dos 900 anos da Fundação de Portugal, Paulo Portas, a 22 de julho, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa. (GMCJD/MARIANA VALLE LIMA)

Hennig investe 51 milhões de euros na nova fábrica do Pincho e cria 450 empregos na Figueira da Foz

0

A Figueira da Foz acolheu a cerimónia oficial de lançamento da primeira pedra da futura unidade industrial da Hennig, um projeto de grande escala orçado em 51 milhões de euros. O evento contou com as presenças do Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, do Ministro da Economia, Castro Almeida, e do presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes. O momento ficou marcado pela assinatura do Contrato de Investimento entre a AICEP, representada pela administradora Philomène Dias, e a multinacional alemã, representada por Dietmar Goellner, CEO do Grupo Goellner Inc., formalizando a instalação da fábrica na recém-aprovada Zona Industrial do Pincho.

A nova infraestrutura será inteiramente direcionada para a divisão Power Protection da empresa, focando-se no desenvolvimento e fabrico de soluções de alta tecnologia destinadas a garantir a continuidade e segurança do fornecimento elétrico em infraestruturas críticas, tais como hospitais, grandes edifícios públicos e centros de dados (data centers). Esta fábrica assume um caráter pioneiro ao fixar-se como a primeira unidade produtiva da Hennig em solo europeu dedicada em exclusivo ao fabrico destes equipamentos eletrónicos de grande dimensão, elevando o perfil industrial da região Centro.

A concretização do investimento promete impulsionar de forma decisiva a dinâmica económica e social do concelho. Para lá do impacto financeiro direto na construção e licenciamento, o projeto vai gerar 450 novos postos de trabalho diretos, com forte incidência em perfis técnicos e emprego altamente qualificado. Pedro Santana Lopes enalteceu a importância do Pincho para a captação de investimento estrangeiro de elevado valor acrescentado, enquanto o Executivo central apontou a fábrica como um exemplo prático de descentralização industrial e de reforço da competitividade económica de Portugal no mercado global.

Os Números do Investimento Industrial

  • Montante Global: 51 milhões de euros aplicados na edificação e equipamento da unidade.
  • Criação de Emprego: 450 novos postos de trabalho focados em perfis qualificados.
  • Localização: Zona Industrial do Pincho, freguesia de Alhadas, Figueira da Foz.
  • Segmento de Mercado: Sistemas de segurança energética e proteção para data centers e hospitais.
  • Pioneirismo: Primeira fábrica da marca alemã na Europa focada neste tipo de equipamentos de grande porte.

Ministério da Educação abre época extraordinária de exames nacionais em setembro após falhas técnicas

0

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação determinou a abertura de uma Época Extraordinária para os Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário, agendada para decorrer entre os dias 3 e 8 de setembro. A medida de exceção aplica-se a todos os estudantes que reuniam as condições de elegibilidade para a realização das provas na segunda fase de 2026, independentemente de terem chegado a efetuar a inscrição ou a comparecer às respetivas chamadas.

A tutela justificou a decisão com a necessidade de blindar os direitos dos alunos e garantir que nenhum seja penalizado pelas recentes dificuldades técnicas registadas na plataforma eletrónica de classificação de exames. Estes constrangimentos informáticos impediram o acesso atempado às notas definitivas, comprometendo o planeamento de estudo e os prazos normais de inscrição para a segunda fase. Para salvaguardar o percurso dos estudantes, as provas realizadas em setembro serão contabilizadas, para todos os efeitos legais, como equivalentes à segunda fase, sendo que os alunos que realizem ambas as chamadas beneficiarão automaticamente da melhor classificação obtida.

O calendário oficial estipula que as inscrições obrigatórias para este período extraordinário vão decorrer entre os dias 27 e 31 de julho. O novo calendário ajusta-se ainda aos trâmites do Ensino Superior, cuja segunda fase do Concurso Nacional de Acesso está calendarizada entre 24 de agosto e 20 de setembro, estando a publicação oficial dos resultados de colocação universitária agendada para o dia 30 de setembro.

Calendário de Inscrições e Candidaturas

  • 27 a 31 de julho: Período de inscrições para a Época Extraordinária de exames.
  • 24 de agosto a 20 de setembro: Candidaturas à 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior.
  • 3 a 8 de setembro: Realização das provas escritas da Época Extraordinária no Ensino Secundário.
  • 30 de setembro: Divulgação das listas definitivas de colocação na faculdade.

Casa da Escrita transforma-se em “Mercearia dos Livros” para promover leitura e economia circular

0

A Casa da Escrita, em Coimbra, vai acolher nos dias 7 e 8 de agosto a iniciativa “Mercearia dos Livros”, um evento concebido e produzido por Alice Luxo e Dora Gonçalves, da Coimbra City-Break, com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra. Inspirado no ambiente de uma mercearia tradicional de bairro, o projeto tem como objetivo incentivar a circulação de livros em segunda mão, promovendo a sustentabilidade e o encontro intergeracional de leitores através de uma mostra e venda de obras literárias que se encontram esquecidas nas estantes.

O recinto, de acesso livre e gratuito, vai funcionar na sexta-feira, dia 7 de agosto, das 15h00 às 19h00, e no sábado, dia 8 de agosto, entre as 10h00 às 19h00. Paralelamente à venda de livros, a organização estruturou uma agenda cultural complementar que inclui apontamentos musicais ao longo dos dois dias, sessões de leitura pública diárias (às 15h30 e às 18h30) e uma mostra permanente de tecelagem artesanal de Almalaguês, dinamizada pela Associação Herança do Passado. O público infanto-juvenil e familiar poderá ainda usufruir gratuitamente do atelier contínuo “Hortelão de Palavras”.

Para os interessados em atividades manuais e de artes plásticas, o programa dispõe de várias oficinas com custos associados e sujeitas a inscrições obrigatórias. O Simplifica Atelier vai orientar sessões de reutilização de papel na sexta-feira (16h30) e no sábado (10h30 e 16h30), com um custo de 15 euros. Estão também agendadas oficinas de papel recortado pela formadora Ayano Shinzato na sexta-feira (16h00) e o atelier gastronómico e artesanal “Bordar e Saborear o Arroz-Doce” em ambos os dias (17h30), com o valor de dois euros por participante. As vagas são limitadas e as reservas devem ser centralizadas junto da organização.

Agenda de Oficinas e Contactos

  • Oficina de Papel Recortado (Ayano Shinzato): 7 de agosto às 16h00 (Preço: 2€).
  • Reutilização de Papel (Simplifica Atelier): 7 de agosto às 16h30; 8 de agosto às 10h30 e 16h30 (Preço: 15€).
  • Bordar e Saborear o Arroz-Doce (Coimbra City-Break): 7 e 8 de agosto às 17h30 (Preço: 2€).
  • Inscrições Obrigatórias: Através do e-mail coimbracitybreak@gmail.com ou pelos telefones 965 727 439 (Alice Luxo) e 933 119 463 (Dora Gonçalves).

Coimbra assina acordo com a ANSR para blindar segurança rodoviária e proteger peões com nova tecnologia

0

O Município de Coimbra e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) formalizaram um Compromisso de Ação bienal para o biénio 2026/2027. O acordo, assinado no Salão Nobre dos Paços do Concelho, visa estabelecer uma cooperação técnica e estratégica focada no combate à sinistralidade rodoviária na região. A cerimónia oficial contou com a presidente da autarquia, Ana Abrunhosa, o presidente da ANSR, Pedro Clemente, e o Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha.

A parceria está integrada na Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária “Visão Zero 2030”, cujo objetivo passa por reduzir para metade o número de mortos e feridos graves nas estradas portuguesas até ao final desta década, eliminando-os por completo até 2050. No âmbito deste plano de trabalho, a ANSR vai dar suporte especializado à autarquia na elaboração do novo Plano Municipal de Segurança Rodoviária. O desenho estratégico prevê a monitorização contínua de locais com maior acumulação de acidentes, intervenções físicas na infraestrutura de pavimentos, gestão controlada de limites de velocidade e a introdução de novos sistemas digitais de segurança para defender os utilizadores mais vulneráveis da via pública.

A cooperação estende-se ainda à realização de campanhas locais de educação cívica nas escolas e ao lançamento de projetos-piloto de proximidade geridos em articulação com as juntas de freguesia do concelho. Os promotores vão apostar na introdução de soluções tecnológicas inovadoras para a proteção de peões nas passadeiras e eixos de maior tráfego pedonal da cidade. Ana Abrunhosa sublinhou que a redução dos acidentes exige uma articulação concertada entre as tutelas do Estado e a comunidade, enquanto o Secretário de Estado, Rui Rocha, recordou que a prevenção rodoviária constitui um pilar basilar e indispensável na construção de municípios resilientes em sede de Proteção Civil.