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Recreio do Centro Escolar de Vila Verde ganha novo conceito para promover aprendizagem e inclusão

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O recreio do Centro Escolar de Vila Verde, na Figueira da Foz, foi transformado num espaço de aprendizagem ativa através da implementação do projeto Recreio Ativo, uma iniciativa integrada no Projeto Escola+ e no Programa de Promoção do Sucesso Educativo na Região de Coimbra.

A intervenção, desenvolvida pelo Município da Figueira da Foz, através da Divisão de Educação, dotou o espaço exterior da escola de jogos e percursos permanentes pintados no pavimento, concebidos para estimular o desenvolvimento motor, cognitivo, linguístico e social das crianças durante os períodos de recreio.

O objetivo passa por valorizar o recreio como um espaço educativo, onde o brincar se transforma numa oportunidade para desenvolver competências essenciais, promovendo simultaneamente a participação e a inclusão de todas as crianças.

Os diferentes jogos permitem trabalhar áreas como a linguagem, a consciência fonológica, a matemática, a coordenação motora, as funções executivas e as competências sociais, incentivando a interação entre pares e a autonomia dos alunos de forma lúdica.

Além de poderem ser utilizados espontaneamente pelas crianças, os recursos criados foram concebidos para apoiar atividades pedagógicas e terapêuticas dinamizadas pela escola, alargando as possibilidades de aprendizagem para além da sala de aula.

A conceção do projeto resultou de um trabalho conjunto entre profissionais das áreas da Terapia Ocupacional e da Terapia da Fala, em articulação com docentes, assistentes operacionais, técnicos e profissionais da animação socioeducativa. Esta abordagem multidisciplinar permitiu adaptar as atividades às necessidades da comunidade escolar e potenciar o seu impacto educativo.

O Município destaca ainda o papel desempenhado pelo Agrupamento de Escolas Figueira Mar, pela coordenação do Centro Escolar de Vila Verde e por toda a comunidade educativa, cujo envolvimento foi considerado determinante para a concretização da iniciativa.

Com este projeto, a autarquia reforça o investimento em medidas de promoção do sucesso educativo, apostando em soluções inovadoras que valorizam todos os espaços da escola como contextos de aprendizagem. A experiência desenvolvida em Vila Verde demonstra que intervenções simples no ambiente escolar podem contribuir para melhorar o bem-estar, a participação e o sucesso educativo das crianças, podendo servir de modelo para outros estabelecimentos de ensino do concelho.

Coimbra recebe encontro internacional que junta astronautas, cientistas e líderes da exploração espacial

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Coimbra vai acolher, nos dias 29 e 30 de outubro, a edição de 2026 da GLEX Ignition, um encontro internacional dedicado à exploração espacial que reunirá astronautas, cientistas, investigadores, exploradores e representantes da indústria do espaço. A iniciativa pretende afirmar a cidade como um polo de debate sobre o futuro da exploração espacial, da inovação tecnológica e da economia ligada ao setor.

Organizada pela empresa portuguesa Expanding World, em parceria com o The Explorers Club e com a coorganização da Câmara Municipal de Coimbra, a GLEX Ignition chega à cidade depois da realização da mais recente GLEX Summit, que decorreu em Ottawa, no Canadá.

O principal momento do evento terá lugar a 29 de outubro, no Convento São Francisco, onde decorrerá a conferência internacional. No dia seguinte, o programa estende-se a vários espaços da cidade, envolvendo universidades, centros de investigação, empresas e outras instituições académicas, científicas e culturais.

Ao longo dos dois dias serão debatidos temas centrais da atualidade espacial, como o regresso da humanidade à Lua, as futuras missões tripuladas, a exploração de Marte e de outros destinos, o crescimento da atividade espacial privada, o papel dos satélites e dos dados espaciais e o impacto crescente da economia do espaço no quotidiano.

A organização pretende ainda promover a reflexão sobre o contributo da ciência para o conhecimento do Universo e da Terra, o desenvolvimento de novas tecnologias, os desafios humanos associados à exploração espacial e as oportunidades que este setor representa para Portugal, para a Europa, para as universidades e para o tecido empresarial.

Os primeiros oradores convidados e o programa completo serão divulgados gradualmente nos próximos meses.

Coimbra quer reforçar posição no setor espacial

A realização da GLEX Ignition enquadra-se na estratégia municipal Coimbra Supernova, que procura consolidar o ecossistema espacial do concelho através da articulação entre universidades, centros de investigação, empresas e entidades públicas.

Segundo o vice-presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Miguel Antunes, o objetivo passa por reforçar a presença da cidade numa área considerada estratégica para o futuro, prevendo duplicar, até 2030, o volume de negócios do cluster espacial local e aumentar significativamente o número de postos de trabalho qualificados.

Já Manuel Vaz, fundador da GLEX Summit e CEO da Expanding World, considera que o mundo vive uma nova fase da exploração espacial, impulsionada pelas missões à Lua e a Marte, pela crescente participação de empresas privadas e pelo desenvolvimento de novas tecnologias. O responsável defende que a iniciativa pretende aproximar o público desta realidade e estimular o debate sobre o papel que Portugal poderá desempenhar neste novo ciclo da exploração do espaço.

Cidade aposta na ligação entre ciência e indústria

A escolha de Coimbra resulta da forte tradição da cidade nas áreas do ensino superior, da investigação científica e da inovação tecnológica, bem como do crescimento do seu ecossistema ligado ao setor espacial.

Para além da componente científica, a GLEX Ignition pretende criar oportunidades de colaboração entre investigadores, empresas, estudantes e investidores, contribuindo para reforçar a ligação entre conhecimento, indústria e desenvolvimento económico.

A iniciativa integra igualmente a estratégia Coimbra Supernova, que procura aumentar a capacidade de atração de investimento e talento, apoiar o crescimento das empresas do setor e fortalecer a ligação entre a investigação produzida nas instituições de ensino superior e a economia local.

CACC promove oficinas, visita orientada e sessão de desenho durante o mês de agosto

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O Centro de Arte Contemporânea de Coimbra (CACC) preparou um programa diversificado para o mês de agosto, combinando atividades de mediação artística com a visita à exposição “Pares Ímpares I”, patente até 20 de setembro. A iniciativa pretende aproximar diferentes públicos da arte contemporânea através de oficinas criativas, uma visita comentada pelo curador da mostra e uma sessão dedicada ao desenho de observação.

A exposição resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Coimbra e a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, reunindo obras que convidam à reflexão e à experimentação artística.

Durante todo o mês, de terça a sexta-feira, entre as 10h00 e as 17h00, decorrem oficinas de verão dirigidas a grupos organizados de seis a 20 participantes. Com uma duração mínima de 90 minutos, as atividades destinam-se sobretudo a crianças e jovens e procuram estimular a criatividade através do contacto direto com as obras expostas.

Entre as propostas encontra-se “Enxotar a abelha!”, oficina inspirada nos trabalhos de Vanessa Beecroft e Maria Helena Vieira da Silva, onde o movimento do corpo serve de ponto de partida para a criação de composições em colagem.

Já “Lasanha de arte!” desafia os participantes a construir sucessivas camadas visuais a partir das obras da exposição, da arquitetura do edifício e das opções curatoriais, explorando conceitos como figura, abstração e cor.

A terceira proposta, “GeoGesto!”, inspira-se nas obras de António Palolo e Carlos Correia para trabalhar a relação entre geometria e gestualidade, através da experimentação com linhas, manchas e pintura.

O destaque da programação acontece a 22 de agosto, com uma visita orientada à exposição, marcada para as 15h00 e conduzida pelo curador Nuno Faria, que dará a conhecer os principais conceitos e linhas de leitura do projeto expositivo.

Uma hora mais tarde, às 16h00, realiza-se uma nova sessão da oficina Artsketchers, destinada a participantes com mais de 18 anos. A atividade centra-se no desenho de observação, promovendo a prática artística num ambiente de partilha, sendo apenas necessário que cada participante leve o seu próprio material de desenho.

Nesse mesmo dia, correspondente ao quarto sábado do mês, a entrada no Centro de Arte Contemporânea de Coimbra será gratuita, numa medida que visa incentivar o acesso do público à programação cultural e às exposições em curso.

A participação nas oficinas de verão, na visita acompanhada e na sessão Artsketchers requer inscrição prévia, que pode ser efetuada através do telefone 239 828 052 ou do endereço eletrónico centroartecontemporanea@cm-coimbra.pt.

Governo garante execução total do PRR até ao final de agosto e assegura que não haverá verbas devolvidas à União Europeia

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O Governo acredita que Portugal conseguirá cumprir integralmente os objetivos definidos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) até 31 de agosto, data-limite para a execução do programa, garantindo que todas as verbas disponíveis serão aplicadas.

A convicção foi expressa pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, durante a conferência “LOADING – O 10.º Pedido de Pagamento carrega-se agora”, realizada esta segunda-feira, em Lisboa. O governante assegurou que o país entrou na fase decisiva da execução do plano e afirmou que “nenhum euro ficará por investir” nem será devolvido à Comissão Europeia.

Dos 379 marcos e metas acordados com Bruxelas, Portugal já concluiu 283, faltando cumprir 96. Segundo Castro Almeida, também as 43 reformas previstas no âmbito do PRR deverão estar concluídas durante o mês de agosto.

Apesar de reconhecer que subsistem desafios, o ministro mostrou-se confiante de que o calendário será cumprido, ressalvando apenas a possibilidade de surgirem imprevistos que possam condicionar a conclusão de alguns processos.

O Plano de Recuperação e Resiliência representa um investimento global de 21.905 milhões de euros. Até ao momento, Portugal já recebeu cerca de 15 mil milhões de euros de financiamento europeu, tendo sido pagos aproximadamente 13,5 mil milhões de euros aos beneficiários finais.

Governo prepara alternativas para projetos que ultrapassem os prazos

O Executivo admite que algumas obras financiadas pelo PRR possam prolongar-se para além do final de agosto, sem comprometer o cumprimento das metas negociadas com a Comissão Europeia.

Para reduzir o risco de incumprimento, o Governo optou por contratualizar um número de projetos superior ao exigido em áreas como a saúde e a educação, criando uma margem de segurança através de um modelo de “overbooking”. Paralelamente, foram efetuadas reprogramações que permitiram substituir investimentos cuja execução não seria possível dentro dos prazos estabelecidos.

Os projetos retirados do PRR deverão ser financiados por outros instrumentos, nomeadamente pelo Portugal 2030, pelo Banco Europeu de Investimento ou pelo Orçamento do Estado. Castro Almeida garantiu que o Governo acompanhará as entidades responsáveis para evitar que obras em curso fiquem por concluir.

Saúde, habitação, educação e empresas entre os principais resultados

Durante a apresentação, o ministro destacou alguns dos investimentos já concretizados ao abrigo do PRR. Na área da saúde, foram construídas ou requalificadas 490 unidades de saúde e criadas 3.850 camas na rede nacional de cuidados continuados, paliativos e de saúde mental.

Na habitação, o programa permitiu construir ou reabilitar cerca de 31 mil habitações sociais e a custos acessíveis, bem como criar 18 mil camas destinadas ao alojamento estudantil.

Na educação, foram intervencionadas 87 escolas e apoiados projetos para a criação de 365 Centros Tecnológicos Especializados. No setor empresarial, as 51 Agendas Mobilizadoras deram origem a mais de 1.100 novos produtos, processos e serviços, tendo sido igualmente mobilizados mais de 1.050 milhões de euros para reforçar a capitalização das empresas.

Décimo pedido de pagamento será entregue em breve

Portugal prepara agora a submissão do décimo pedido de pagamento à Comissão Europeia, uma etapa considerada determinante na fase final do PRR.

Para Castro Almeida, este pedido representa mais do que um procedimento administrativo junto das instituições europeias, constituindo também um momento de prestação de contas aos cidadãos sobre os resultados alcançados.

O governante defendeu que o verdadeiro legado do PRR será medido pelas infraestruturas, serviços públicos, habitação, escolas e empresas que permanecerão ao serviço do país após a conclusão do programa, sublinhando que o investimento realizado deve contribuir para tornar Portugal mais competitivo, inovador e resiliente.

«Verão é Cultura» leva dezenas de atividades gratuitas a crianças e famílias na Figueira da Foz

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A Câmara Municipal da Figueira da Foz volta a apostar na programação cultural de verão para os mais novos com mais uma edição da iniciativa «Verão é Cultura», que durante todo o mês de agosto disponibiliza dezenas de atividades gratuitas destinadas a crianças, jovens e famílias.

A programação envolve vários equipamentos culturais do concelho, nomeadamente a Biblioteca Pública Municipal Pedro Fernandes Tomás, a Biblioteca do Jardim, o Museu Municipal Santos Rocha e o Arquivo Fotográfico Municipal, propondo um conjunto diversificado de experiências que conjugam leitura, património, criatividade, história local e animação cultural.

Na Biblioteca Pública Municipal Pedro Fernandes Tomás, o programa inclui visitas guiadas, sessões da Hora do Conto e iniciativas como Hoje Há Teatro, Guardiões da Inclusão, Jogos Tradicionais e Bibliopaper, atividades que procuram estimular a imaginação, o trabalho em equipa e o gosto pelos livros. Algumas destas iniciativas estão sujeitas a marcação prévia.

Também a Biblioteca do Jardim regressa durante o verão, funcionando nos dias úteis entre as 10h00 e as 13h00 como um espaço de leitura ao ar livre. A programação é complementada com sessões de Ler e Brincar e com a oficina Desenhar Outros que Não Saramago, dedicada à criatividade e ao contacto com a literatura.

No Museu Municipal Santos Rocha, as propostas centram-se na descoberta da cidade e do seu património através de percursos temáticos, entre os quais Vamos ao Bairro, Põe-te na Rua e De Vila a Cidade. O programa inclui ainda a oficina O Teu Azulejo é Património, que convida os participantes a criar o seu próprio azulejo inspirado na tradição local.

As comemorações dos 130 anos do cinema na Figueira da Foz também integram esta edição do «Verão é Cultura». No dia 15 de agosto, o Arquivo Fotográfico Municipal promove uma sessão especial de projeção de curtas-metragens no Quartel da Imagem, incluindo uma seleção do Best of Curtas Vila do Conde, aberta ao público.

Com esta iniciativa, o Município pretende proporcionar alternativas culturais e educativas durante as férias escolares, promovendo o contacto das crianças e das famílias com os equipamentos culturais do concelho e incentivando a aprendizagem através de atividades lúdicas.

A participação é gratuita em todas as iniciativas, embora algumas exijam inscrição prévia devido ao número limitado de participantes.

Ondjaki e Maíra Zenun encerram ciclo de conversas da exposição «Meridianos do Futuro» em Coimbra

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O Convento São Francisco, em Coimbra, recebe, nos dias 23 e 30 de setembro, as últimas sessões do ciclo de conversas «Um corpo-bagagem na biblioteca imaginada», integrado na programação paralela da exposição «Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965)».

Com início marcado para as 18h30, na Livraria Bruaá, os encontros contam com a participação do escritor angolano Ondjaki, a 23 de setembro, e da multiartista, socióloga, cineasta e poeta brasileira Maíra Zenun, no dia 30. A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia, estando a participação limitada a 25 pessoas por sessão.

O ciclo, com curadoria da poeta, investigadora e artista transdisciplinar Raquel Lima, propõe um conjunto de conversas que procuram refletir sobre o legado da Casa dos Estudantes do Império (CEI) de Coimbra e sobre a forma como a memória, a literatura e o conhecimento são transmitidos para além dos livros. Inspirado nos conceitos de «corpo-bagagem», da historiadora Beatriz Nascimento, e de «walking archives», desenvolvidos por Sónia Vaz Borges, o programa convida escritores, artistas e investigadores a partilhar experiências e perspetivas sobre identidade, criação e memória.

Reconhecido internacionalmente, Ondjaki foi distinguido, entre outros galardões, com o Prémio José Saramago, em 2013, e com o Prémio Vergílio Ferreira, em 2023. Já Maíra Zenun desenvolve uma obra que cruza diferentes disciplinas artísticas, abordando temas como a representatividade negra, as migrações, o pensamento antirracista e as práticas de descolonização.

Antes destas duas sessões, o ciclo contou já com a participação da escritora e ativista Gisela Casimiro e do realizador Fábio Silva, fundador da Biblioteca Negra, em encontros dedicados à reflexão sobre património cultural, criação artística e memória coletiva.

A iniciativa integra a programação da exposição «Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965)», organizada pelo Município de Coimbra, através do Convento São Francisco, em parceria com o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Com curadoria dos historiadores Helena Wakim Moreno e Miguel Cardina, a mostra reúne documentação histórica, fotografias, imprensa da época e conteúdos audiovisuais que retratam o papel desempenhado pela delegação de Coimbra da Casa dos Estudantes do Império entre 1945 e 1965.

A exposição permanece patente até 18 de outubro, com entrada gratuita, podendo ser visitada de quarta-feira a segunda-feira, entre as 15h00 e as 20h00, sendo a última entrada permitida às 19h30.

As inscrições para as sessões do ciclo decorrem através do endereço de correio eletrónico da bilheteira do Convento São Francisco.

Governo avança com remuneração de professores por classificação de exames nacionais do secundário

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Os professores que participam na avaliação dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário vão passar a ser remunerados pelo trabalho de classificação das provas nas várias fases de avaliação. O despacho, assinado pelo Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, determina que o pagamento abrangerá o esforço dos docentes nas provas realizadas durante a primeira fase, a segunda fase e a recém-criada época extraordinária do ano letivo 2025/2026.

A nova tabela remuneratória estipula que os docentes vão receber o valor fixo de um euro por cada resposta digital classificada na plataforma eletrónica. Para as disciplinas que exigem obrigatoriamente a classificação de testes em suporte físico — como é o caso das provas de Geometria Descritiva A e de Desenho A —, a remuneração sobe para os 10 euros por cada exame corrigido. O Ministério da Educação procedeu ainda à revisão em alta e atualização das verbas destinadas aos processos de recurso, fixando em 12 euros o valor pago por cada prova reapreciada e em 18 euros por cada reclamação analisada.

A tutela justifica a introdução desta compensação financeira direta como uma forma de reconhecimento público e valorização da carreira docente. O ano letivo ficou marcado pela generalização forçada da classificação digital em moldes eletrónicos, um processo de transição tecnológica que exigiu das equipas de professores classificadores a adoção de novas rotinas de trabalho e uma sobrecarga acrescida de esforço e tempo para assegurar o fecho das avaliações do ensino secundário.

Universidade de Coimbra inaugura novo edifício no antigo terminal rodoviário da Figueira da Foz

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O Campus da Universidade de Coimbra na Figueira da Foz deu um passo decisivo na sua consolidação ao inaugurar o Edifício 2, instalado no espaço do antigo terminal rodoviário. A cerimónia oficial foi presidida pelo Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, acompanhado pelo reitor da Universidade de Coimbra, Amílcar Falcão, pelo presidente da autarquia figueirense, Pedro Santana Lopes, e pelo diretor do polo, Miguel Pardal. A nova infraestrutura está dotada de laboratórios de última geração equipados com tecnologia de ponta, vocacionados para impulsionar o ensino e a inovação científica no concelho.

O plano de expansão académica visa estabelecer uma oferta formativa completa que integre licenciaturas, mestrados e doutoramentos fortemente ligados ao território. No próximo ano letivo, o campus vai disponibilizar um total de sete cursos. À atual licenciatura em Biologia Marinha e aos respetivos cursos de especialização, juntam-se novidades estruturantes como a licenciatura em Engenharia Naval e Oceânica e três novos mestrados: Relações Internacionais – Política Internacional dos Oceanos, Sistemas Costeiros Sustentáveis e Biologia Marinha e Alterações Globais. O projeto assume uma matriz direcionada para a economia azul através de parcerias com o consórcio europeu Allwaters, o Centro de Tecnologia SeaPower (no Cabedelo) e a plataforma UC BLUE, que unifica a investigação marítima da universidade.

O Ministro Fernando Alexandre sublinhou o caráter estratégico do investimento, assinalando que este é o primeiro campus deslocalizado da história da Universidade de Coimbra e elogiando o foco nas ciências do mar como prioridade nacional. Por sua vez, Pedro Santana Lopes destacou o forte empenho municipal na cedência de três espaços chave — a Quinta das Olaias, o antigo terminal e um terreno na margem sul do Mondego —, classificando a parceria com a instituição como “um pacto de sangue” inabalável e assegurando que o município já dispõe de alojamento preparado para acolher os novos estudantes universitários.

 

Museu Municipal de Coimbra garante entrada gratuita em agosto e mantém oficinas de férias para os mais novos

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O Museu Municipal de Coimbra (MMC) vai manter uma programação especial de verão durante todo o mês de agosto para convidar residentes e turistas a descobrir o seu projeto polinucleado. Um dos momentos altos da agenda está marcado para o dia 22 de agosto, o quarto sábado do mês, data em que a entrada será totalmente gratuita em quase todos os espaços do museu. A única exceção a esta borla aplica-se ao Mikveh, o recém-inaugurado espaço dedicado ao banho ritual de purificação judaico.

Em paralelo, o programa de Férias de Verão “Tatear e sentir como ponto de partida!” vai continuar em marcha de terça a sexta-feira, das 10h00 às 16h00, estendendo-se até ao início de setembro. As atividades são multidisciplinares e focam-se em experiências sensoriais práticas: no Edifício Chiado as crianças aprendem técnicas de pintura naturalista, na Torre de Almedina treinam a escrita com pena e tinta de noz de galha, na Torre de Anto exploram a sonoridade da guitarra de Carlos Paredes e, no Edifício da Inquisição, descobrem o Dreidel, um jogo ancestral judaico. As oficinas destinam-se a grupos de 5 a 25 participantes (como ATL ou famílias com um adulto responsável), requerendo marcação prévia.

No ano em que celebra o seu 25.º aniversário, o MMC sugere ainda um roteiro pelas suas exposições temporárias e coleções permanentes. No Edifício Chiado, o público pode visitar a mostra “Contraponto“ — integrada no Festival das Artes QuebraJazz — e a exposição “Blossom III“, de Jorge Cruz. A Torre de Almedina exibe “Viajar e Escrever – Coimbra nos séculos XVI a XIX“, centrada nos relatos de viajantes estrangeiros, enquanto a Sala da Cidade acolhe a mostra internacional “Transversalidades – Fotografia Sem Fronteiras 2025“. O percurso histórico fecha com a exposição “Judeus de Coimbra” no Edifício da Inquisição.

Guia de Inscrições e Contactos das Oficinas

  • Público-Alvo: Crianças e jovens dos 3 aos 12 anos.
  • Dimensão dos Grupos: Mínimo de 5 e máximo de 25 participantes (não se aceitam inscrições individuais).
  • Agendamento Prévio: Através do contacto telefónico 239 840 754.
  • Contacto Eletrónico: msg.municipal@cm-coimbra.pt.

 

Portugal envia Força Operacional Conjunta com 128 operacionais para combater incêndio em Ávila

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Portugal enviou uma Força Operacional Conjunta (FOCON) para a Província de Ávila, em Espanha, com o objetivo de apoiar o combate a um incêndio florestal de grandes dimensões que afeta a região de Madrid. A mobilização da equipa de socorro decorre ao abrigo do acordo bilateral de assistência mútua em proteção civil estabelecido entre os dois países ibéricos, ativado para responder à gravidade da situação operacional no país vizinho.

A força humanitária e de intervenção rápida é composta por 128 operacionais especializados no combate a fogos rurais. A coordenação e liderança técnica do contingente português estão a cargo da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), que assegura a articulação direta com o posto de comando das autoridades espanholas no terreno para a distribuição de missões e gestão de setores de risco.

O envio deste apoio internacional demonstra a solidez dos mecanismos de cooperação transfronteiriça entre Lisboa e Madrid no combate a catástrofes naturais. A mobilização de meios aéreos ou terrestres ocorre numa lógica de reciprocidade, permitindo o reforço mútuo de equipas de sapadores e bombeiros sempre que o potencial de propagação dos incêndios florestais ameaça sobrecarregar os dispositivos nacionais de proteção e socorro.