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Ensino Secundário arranca a 21 de setembro para aliviar carga dos professores envolvidos nos exames

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O início do próximo ano letivo para os alunos dos Cursos Científico-Humanísticos do Ensino Secundário foi adiado para 21 de setembro, numa alteração ao calendário escolar que pretende reduzir a pressão sobre os professores responsáveis pela classificação dos Exames Nacionais e, em simultâneo, pelo arranque das aulas.

A decisão surge na sequência da realização da época extraordinária dos Exames Nacionais, agendada para os dias 3, 4, 7 e 8 de setembro. Com o novo calendário, os docentes terão mais tempo para concluir o processo de classificação das provas antes do início das atividades letivas, evitando a sobreposição de tarefas num período particularmente exigente.

Segundo o Governo, a medida permitirá também que as escolas disponham de melhores condições para preparar o novo ano letivo, organizar o acolhimento dos alunos e garantir um início das aulas mais estável e eficaz.

No caso do 3.º Ciclo do Ensino Básico, não haverá alterações ao calendário já definido, mantendo-se o regresso às aulas entre os dias 11 e 15 de setembro.

Para assegurar que esta opção não compromete o funcionamento das escolas, o Júri Nacional de Exames será orientado no sentido de dispensar da classificação das provas da época extraordinária os docentes que lecionam no 3.º ciclo, exceto nos casos em que estes manifestem vontade de assumir essa responsabilidade.

A alteração resulta de um processo de auscultação promovido pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação, que reuniu com representantes das direções escolares e das associações de pais, procurando encontrar uma solução que respondesse às preocupações manifestadas pelas escolas.

Com esta mudança, o Governo pretende compatibilizar a realização da época extraordinária dos Exames Nacionais com um início de ano letivo mais organizado, garantindo melhores condições de trabalho para os docentes e uma preparação mais consistente das atividades escolares.

Profjam no Dia Internacional da Juventude na Figueira da Foz

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ProfJam é o cabeça de cartaz das comemorações do Dia Internacional da Juventude na Figueira da Foz, que terão lugar no próximo dia 12 de agosto. A iniciativa, promovida pela Câmara Municipal da Figueira da Foz em parceria com o Conselho Nacional da Juventude e o Instituto Português da Juventude, propõe um dia de atividades desportivas, recreativas e culturais, dirigido aos jovens do concelho.

Sob o lema “Contextos diferentes, aspirações comuns”, a edição de 2026 pretende dar visibilidade à diversidade das realidades vividas pela juventude, sublinhando objetivos partilhados como o acesso a oportunidades, emprego digno, educação de qualidade, inclusão e um futuro mais sustentável.

O programa tem início no areal da Praia da Figueira da Foz, onde decorrerão várias atividades lúdicas, recreativas e desportivas. Durante a tarde, as celebrações passam para a Praceta Ledesma Criado, junto ao Meeting Point, com animação musical, atuações de DJs, um grupo de percussão e o concerto de ProfJam, um dos nomes mais populares da música urbana portuguesa.

O Dia Internacional da Juventude foi instituído pelas Nações Unidas em 1999, na sequência de uma recomendação aprovada na Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, realizada em Portugal no ano anterior. Desde então, a efeméride é assinalada em vários países, procurando incentivar a participação ativa dos jovens na sociedade e promover a reflexão sobre os desafios que enfrentam.

A Câmara Municipal da Figueira da Foz convida todos os jovens do concelho a associarem-se às comemorações e a participarem nas diversas iniciativas preparadas para celebrar a data.

IP lança concurso de 700 mil euros para projeto de reabilitação da EN341 e do nó do Almegue, em Coimbra

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A Infraestruturas de Portugal (IP) lançou o concurso público para a elaboração do projeto de execução da reabilitação da EN341, entre Taveiro e a rotunda do Almegue, em Coimbra. O procedimento, com um preço base de 700 mil euros, foi publicado esta quarta-feira em Diário da República e estará aberto até 2 de setembro.

O contrato prevê um prazo de execução de 450 dias e abrange cerca de sete quilómetros da EN341, incluindo a requalificação dos diferentes nós e ligações existentes ao longo deste troço.

Um dos principais objetivos do projeto será avaliar a viabilidade da instalação de um sistema de semaforização na rotunda do Almegue, uma das zonas de maior congestionamento da cidade devido à confluência da EN341 com o IC2. A decisão dependerá dos resultados de um estudo de tráfego que será realizado no âmbito do projeto.

Segundo o caderno de encargos, a eventual instalação de semáforos deverá contribuir para aumentar a segurança rodoviária e reduzir os conflitos entre veículos, garantindo, ao mesmo tempo, que a capacidade da interseção e a fluidez do trânsito não sejam comprometidas.

O projeto deverá igualmente estudar a reformulação do acesso da EN341 à rotunda do Almegue, com especial atenção à reorganização da rede viária envolvente, numa zona identificada pela Infraestruturas de Portugal como apresentando um histórico significativo de sinistralidade.

Além da rotunda do Almegue, a intervenção irá analisar vários nós considerados problemáticos, nomeadamente o nó de Fala e o acesso norte à Escola Superior Agrária de Coimbra, onde as atuais condições de circulação e segurança são classificadas como deficientes.

A futura reabilitação contempla ainda a recuperação do pavimento sempre que necessário, a reorganização da rede viária e das acessibilidades, a reformulação das paragens de transportes públicos e a melhoria das interseções existentes ao longo da via.

Entre as medidas previstas estão também a substituição integral da sinalização vertical e horizontal, a renovação dos equipamentos de segurança rodoviária, a estabilização de taludes, a reabilitação ou reforço de muros de suporte de terras e a reformulação da iluminação pública.

O projeto deverá ainda garantir que, quando a empreitada de reabilitação vier a ser executada, a circulação rodoviária possa manter-se em funcionamento durante os trabalhos.

Na avaliação das propostas, o preço terá um peso de 50%, sendo os restantes critérios distribuídos entre a qualidade técnica da proposta (25%) e a experiência e qualificações da equipa responsável pelo projeto (25%).

Primeira USF Modelo C entra em funcionamento e Governo quer alargar modelo para reforçar o SNS

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O primeiro Centro de Saúde a funcionar como Unidade de Saúde Familiar (USF) Modelo C foi inaugurado esta terça-feira em São Pedro da Cadeira, no concelho de Torres Vedras. A nova unidade vai assegurar cuidados de saúde primários a 5.463 utentes das freguesias de São Pedro da Cadeira e de parte do Turcifal, marcando o arranque de um modelo que o Governo pretende expandir a outras regiões do país.

Durante a inauguração, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, sublinhou o carácter histórico da iniciativa, lembrando que as USF Modelo C estavam previstas na legislação há quase duas décadas, mas só agora entram em funcionamento.

“Precisamos de inovação, de ousadia e de sinergias para podermos continuar a fortalecer o Serviço Nacional de Saúde”, afirmou.

Segundo o chefe do Governo, a experiência será rapidamente alargada, estando prevista a abertura de mais três unidades, em Óbidos, Bombarral e Caldas da Rainha.

Luís Montenegro defendeu que o novo modelo assenta na colaboração entre diferentes entidades, incluindo empresas privadas, municípios, associações intermunicipais e instituições sociais, desde que as soluções adotadas sejam vantajosas para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e garantam um melhor acesso da população aos cuidados de saúde.

O primeiro-ministro destacou ainda que a criação destas unidades integra uma estratégia mais ampla de modernização do SNS, apontando o investimento realizado na requalificação dos cuidados de saúde primários através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Segundo revelou, já foram concluídas 192 intervenções em unidades de cuidados de saúde primários em todo o país, num esforço que pretende recuperar anos de insuficiente investimento na rede pública.

Para Luís Montenegro, o objetivo passa por aumentar o acesso a consultas, exames e cuidados preventivos, permitindo responder mais cedo aos problemas de saúde da população e reforçar a capacidade de resposta do SNS.

Apesar da aposta nas novas USF Modelo C, o primeiro-ministro garantiu que o Governo continuará igualmente a investir nas unidades de saúde familiar tradicionais, reconhecendo que a escassez de médicos de família continua a ser um dos maiores desafios do sistema.

“A espinha dorsal do nosso sistema de saúde é o Serviço Nacional de Saúde. Não há dúvidas quanto a isso”, afirmou, defendendo, no entanto, a procura de soluções mais eficientes que permitam prestar melhores cuidados, com maior racionalização dos recursos disponíveis.

Foto:Primeiro-Ministro Luís Montenegro, na inauguração da primeira Unidade de Saúde Familiar Modelo C em São Pedro da Cadeira, Torres Vedras, 4 de agosto de 2026 (Gonçalo Borges Dias)

Noiserv esgota Mosteiro de Seiça e dá início ao ciclo “Notas ao Entardecer”

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O músico Noiserv abriu, na passada sexta-feira, 1 de agosto, a edição de 2026 do ciclo “Notas ao Entardecer”, protagonizando um elogiado one man show no Mosteiro de Santa Maria de Seiça, na Figueira da Foz. O concerto decorreu com lotação esgotada, confirmando o interesse do público por um dos eventos culturais mais singulares do verão no concelho.

O ciclo prossegue no próximo dia 16 de agosto, com a atuação dos Expresso Transatlântico, trio que tem vindo a conquistar destaque pela forma como revisita a tradição musical portuguesa através de uma linguagem contemporânea, cosmopolita e inovadora.

O encerramento está marcado para 5 de setembro, às 19h00, com Danças Ocultas, um dos mais prestigiados grupos da música instrumental portuguesa, cuja sonoridade intimista promete encontrar no cenário do Mosteiro de Santa Maria de Seiça o ambiente ideal para um concerto memorável.

Promovido pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, o ciclo “Notas ao Entardecer” volta a apostar na valorização do património histórico através da música ao vivo, proporcionando ao público experiências culturais num espaço de grande valor arquitetónico e simbólico.

Os bilhetes têm o preço de 15 euros e podem ser adquiridos na bilheteira do Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, no próprio Mosteiro de Santa Maria de Seiça e através da Ticketline. A organização lembra que a lotação está limitada a 200 lugares, pelo que é aconselhada a compra antecipada.

Arrancam obras para concluir requalificação do Terreiro da Erva após quase uma década

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A Câmara Municipal de Coimbra deu início à segunda e última fase da requalificação do Terreiro da Erva, uma intervenção que permitirá concluir a transformação daquele espaço da Baixa da cidade, iniciada em 2016. A empreitada representa um investimento municipal de cerca de 280 mil euros e tem um prazo de execução de 180 dias.

A obra foi adjudicada à empresa Construções Castanheira & Joaquim, Lda. por 279.881,83 euros (IVA incluído) e, após vários meses de trabalhos preparatórios, entrou agora na fase de execução. Durante este período, o acesso ao estacionamento existente no Terreiro da Erva será progressivamente condicionado e encerrado, de acordo com a evolução da intervenção.

Os trabalhos incluem a conclusão da pavimentação do largo, entre a antiga Igreja de Santa Justa e a Rua do Moreno, a reparação de pavimentos degradados e a substituição de zonas em lajeado de granito, calçada de seixo e calçada de pedra calcária.

Além da componente urbanística, a empreitada contempla também a remodelação das infraestruturas de abastecimento e drenagem de águas, bem como a correção de anomalias em condutas e coletores existentes.

Outra das novidades passa pela modernização do sistema de controlo de acessos ao Terreiro da Erva. A circulação automóvel continuará a fazer-se com entrada pela Rua do Carmo e saída pela Rua Direita, mas o sistema será reformulado através da remoção de alguns pinos retráteis e da instalação de novos equipamentos, numa solução integrada na estratégia municipal de gestão do trânsito no centro histórico.

Durante a execução da obra, que decorre entre as 08h00 e as 18h00, estará interdita a circulação rodoviária no acesso da Rua do Carmo ao Terreiro da Erva. A Câmara Municipal informa que o espaço será reaberto após a conclusão da empreitada, altura em que entrarão em vigor novas regras de acesso, a divulgar posteriormente.

Reforço da regeneração urbana

A autarquia considera que esta intervenção representa um passo importante na regeneração da Baixa de Coimbra, permitindo melhorar as condições de circulação, segurança e utilização do espaço público, além de combater situações de degradação associadas ao uso indevido do local.

A conclusão da requalificação articula-se ainda com o projeto de instalação da futura 2.ª Esquadra da PSP no Terreiro da Erva. O compromisso foi recentemente reforçado numa visita ao local que contou com a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, e o ministro da Administração Interna, Luís Neves.

Segundo o município, a futura esquadra será determinante para reforçar a segurança na Baixa, melhorar as condições de trabalho dos agentes da PSP e contribuir para a revitalização urbana de uma das zonas históricas mais emblemáticas da cidade.

Autarquias afetadas pelas tempestades já podem candidatar-se a apoios para recuperação de infraestruturas

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As autarquias dos territórios onde foi declarado o estado de calamidade já podem candidatar-se ao Fundo de Emergência Municipal, que vai apoiar a reparação e reconstrução de infraestruturas e equipamentos públicos danificados pelas recentes tempestades.

O período de candidaturas arrancou a 1 de agosto e prolonga-se até 30 de novembro de 2026. Ao abrigo do despacho publicado pelo Governo, o Estado poderá comparticipar até 60% dos custos elegíveis das intervenções de recuperação.

Podem beneficiar deste apoio os municípios, freguesias e entidades intermunicipais abrangidos pelo estado de calamidade, devendo as candidaturas ser apresentadas junto da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) competente para cada território.

Entre as despesas elegíveis incluem-se trabalhos de reparação, reconstrução e reposição de infraestruturas e equipamentos públicos afetados pelos fenómenos meteorológicos.

Antes de apresentarem a candidatura, as autarquias terão de apurar os custos efetivos dos prejuízos, identificar eventuais indemnizações devidas pelas seguradoras e elaborar os projetos técnicos necessários à execução das obras.

Citado em comunicado, o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, afirma que o objetivo é assegurar o apoio do Estado às autarquias mais afetadas, permitindo-lhes recuperar infraestruturas essenciais e manter a resposta às necessidades das populações.

Além deste mecanismo de financiamento, o Governo prevê disponibilizar uma linha de crédito em articulação com o Banco Europeu de Investimento (BEI), destinada a financiar os 40% dos custos que não são abrangidos pelo Fundo de Emergência Municipal.

A abertura das candidaturas surge depois de o Governo ter disponibilizado um adiantamento de 75 milhões de euros a 84 municípios, com base numa avaliação preliminar dos danos. Este apoio destinou-se a garantir liquidez imediata para intervenções urgentes, nomeadamente na recuperação de estradas, escolas e outros equipamentos municipais afetados pelas tempestades.

Na Região Centro, podem candidatar-se ao Fundo de Emergência Municipal autarquias de dezenas de concelhos abrangidos pela declaração de calamidade, entre os quais Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Arganil, Aveiro, Cantanhede, Castanheira de Pera, Castelo Branco, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Covilhã, Estarreja, Figueira da Foz, Figueiró dos Vinhos, Fundão, Góis, Ílhavo, Leiria, Lousã, Marinha Grande, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Mortágua, Murtosa, Oliveira do Hospital, Ovar, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penamacor, Penela, Pombal, Proença-a-Nova, Sever do Vouga, Sertã, Soure, Tábua, Vagos, Vila Nova de Poiares e Vila Velha de Ródão, entre outros municípios abrangidos pelo estado de calamidade decretado pelo Governo na sequência das tempestades que atingiram o país no início do ano.

Cais Sodré Funk Connection levam o funk e o soul ao Paço de Maiorca

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O Paço de Maiorca volta a abrir as portas ao público no próximo dia 8 de agosto para mais uma experiência cultural que alia património, paisagem e música contemporânea.

A partir das 17h00 realiza-se a “Casa Aberta”, visitas guiadas ao monumento, que permitem descobrir a história e conhecer a importância de alguns dos espaços mais emblemáticos desta antiga residência senhorial barroca situada no território do Baixo Mondego. Realizadas em grupos até 15 participantes e com partidas de 30 em 30 minutos, permitem percorrer alguns dos seus espaços mais emblemáticos. Pelas 18h30 tem lugar o concerto dos Cais Sodré Funk Connection, que celebram 16 anos de carreira, e se afirmam como uma referência da cena musical portuguesa, conquistando um público fiel através da recriação vibrante do som das lendárias editoras Motown, Stax e Chess Records, onde nasceram alguns dos maiores clássicos do funk e da soul das décadas de 1960 e 1970.

Formada por músicos oriundos de projetos como Cool Hipnoise, Orelha Negra, Mr. Lizard, Cacique 97 e da banda de Sérgio Godinho, a formação alia experiência, virtuosismo e uma energia contagiante que transforma cada espetáculo numa verdadeira celebração.

Depois do lançamento, em setembro do ano passado, do álbum Um Quarto na Rua Cor de Rosa, composto por temas originais em português, a banda regressou este ano com o novo single “Má Rês”, editado em abril, reforçando um percurso criativo que tem merecido o reconhecimento da crítica e do público. Canções como “Mau Perder”, “Tem de Ser”, “Vou Viver” e o mais recente “Má Rês” revelam uma banda capaz de transportar a herança do funk clássico para uma linguagem contemporânea, mantendo intacta a intensidade rítmica e a forte ligação ao palco.

Originários do bairro lisboeta que lhes deu o nome e primeira banda residente do emblemático Musicbox, os Cais Sodré Funk Connection apresentam um espetáculo que percorre a história da música negra norte-americana, homenageando nomes como James Brown, Otis Redding, Ray Charles, Etta James, Bobby Byrd e King Curtis, sem esquecer as influências que estas referências deixaram na cultura hip hop e na música contemporânea. Liderados pelo irreverente Silk (Fernando Nobre) e pela voz de Tamin, os concertos distinguem-se pela permanente interação com o público, pelas improvisações e por um groove irresistível que transforma cada atuação numa autêntica festa.

Os bilhetes têm o valor de 7 euros, mantendo-se disponível o pack para os três concertos do ciclo por 16 euros. A edição de 2026 de “Melodias ao Entardecer” encerra a 12 de setembro com os Best Youth, reforçando o Paço de Maiorca como espaço vivo de encontro entre património, paisagem e criação artística contemporânea.

Para facilitar a participação do público, o Município disponibiliza ainda um serviço gratuito de transporte em miniautocarro entre a Figueira da Foz e Maiorca.

Verão a Dois Tempos leva música, teatro, cinema e performance ao centro histórico de Coimbra esta semana

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A programação do Verão a Dois Tempos continua a animar o centro histórico de Coimbra entre os dias 4 e 9 de agosto, com uma agenda que reúne teatro, música, cinema, performance e jazz em vários espaços da cidade, todos com entrada livre.

Um dos destaques da semana é a mudança do ciclo Café-Longo para a Casa da Escrita, onde decorrerá a segunda fase da iniciativa até 1 de setembro. A estreia da nova etapa acontece na terça-feira, 4 de agosto, às 19h00, com a leitura encenada “A sua chamada vai ser atendida por um profissional”, interpretada por João Tarrafa a partir de um texto de Bruno dos Reis. O espetáculo propõe uma reflexão sobre a solidão, a inteligência artificial e as novas formas de espiritualidade.

A sessão termina com um concerto do músico senegalês Momi Maiga, virtuoso da kora e uma das vozes emergentes da música africana contemporânea. O artista apresenta um espetáculo que cruza as tradições mandingas com influências do jazz, da música clássica e do flamenco, integrado na sua atual digressão por Portugal.

Na quarta-feira, 5 de agosto, a Praça do Comércio recebe a performance duracional “Se me abrissem encontrariam praias”, da artista Matilde Real. Entre as 16h00 e as 20h00, a proposta convida os transeuntes a participar em encontros individuais que dão origem a retratos escritos em tempo real, explorando a relação entre memória, escuta e partilha.

A música regressa na quinta-feira, 6 de agosto, às 19h00, com o Guilherme Tiago Sexteto, que apresenta o espetáculo “Peace on Earth” no Largo do Poço. Integrado no ciclo “Fazer Cidade”, promovido pelo Jazz ao Centro Clube, o concerto presta homenagem ao legado do saxofonista John Coltrane, revisitando algumas das suas obras mais marcantes.

Ainda na quinta-feira, às 21h30, a Casa da Escrita acolhe mais uma sessão do ciclo Cinema Livre, promovido pelo Fila K Cineclube. Será exibido o clássico “Uma Abelha na Chuva” (1972), seguindo-se uma conversa com o projeto “Bora Ver Filmes” e um convidado especial.

Na sexta-feira, 7 de agosto, o Coreto do Parque Manuel Braga recebe Diogo Mendes, que apresenta “Uma Guitarra Entre Cidades”, um concerto dedicado à guitarra portuguesa de Coimbra, inspirado na obra de Carlos Paredes e marcado pelo diálogo entre tradição e contemporaneidade.

Também na sexta-feira e no sábado, às 22h00, as Escadas do Quebra-Costas acolhem mais uma sessão do Festival das Artes QuebraJazz. O guitarrista João Freitas sobe ao palco acompanhado por Luís Cunha, José Pedro Jorge e António Carvalho, num concerto centrado na improvisação, no jazz e em composições originais.

A programação da semana encerra no sábado, 8 de agosto, às 19h00, com o concerto “Génese”, de Mariana Aleixo, no Coreto do Parque Manuel Braga. A artista de Coimbra apresenta o seu álbum de estreia, num espetáculo que cruza sonoridades contemporâneas com referências à tradição musical portuguesa.

Promovido pelo Município de Coimbra em parceria com cinco entidades culturais da cidade, o Verão a Dois Tempos prolonga-se até ao final de setembro, levando 75 iniciativas a vários espaços da Alta e da Baixa de Coimbra, com o objetivo de dinamizar o centro histórico através da cultura e da ocupação do espaço público.

Luís Montenegro defende menos burocracia e mais apoio ao investimento para reforçar competitividade das empresas

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O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, defendeu a necessidade de continuar a reduzir a burocracia, simplificar processos administrativos e criar melhores condições para o investimento, considerando estas medidas fundamentais para aumentar a competitividade da economia portuguesa.

Durante uma intervenção em Vila do Conde, o chefe do Governo destacou o papel das empresas na criação de riqueza e emprego, sublinhando que o desenvolvimento do país não depende exclusivamente da ação do Estado, mas também da capacidade de iniciativa do tecido empresarial e das instituições locais.

O governante reconheceu os desafios que as empresas enfrentam diariamente, desde os processos de licenciamento à relação com as entidades públicas, afirmando que o Executivo pretende tornar esse contexto “cada vez mais simples” para facilitar o investimento e o crescimento económico.

Luís Montenegro defendeu igualmente uma política fiscal mais favorável às empresas, apontando a descida da taxa de IRC como uma das medidas em curso para tornar Portugal mais competitivo no panorama europeu e estimular o investimento privado.

Outra das prioridades destacadas foi a qualificação dos recursos humanos. Antes da sessão em que participou, o Primeiro-Ministro inaugurou o investimento realizado na Escola Profissional de Vila do Conde, considerando o ensino profissional uma área estratégica para responder às necessidades do mercado de trabalho e das empresas.

Na sua intervenção, o chefe do Executivo sublinhou ainda que a modernização da Administração Pública é indispensável para melhorar a relação entre o Estado, os cidadãos e as empresas. Entre as reformas em curso, referiu alterações à lei do Tribunal de Contas, às regras da contratação pública e a celebração de dezenas de acordos com diferentes setores da Administração.

Segundo Luís Montenegro, a valorização dos funcionários públicos é igualmente essencial para garantir serviços mais eficientes, defendendo que uma Administração Pública mais qualificada e competitiva constitui um fator decisivo para o sucesso económico do país e para criar melhores condições ao desenvolvimento das empresas.

Foto: Primeiro-Ministro Luís Montenegro, na comemoração dos 120 anos da Associação Comercial e Industrial de Vila do Conde, 31 de julho de 2026 (Gonçalo Borges Dias)