Região de Coimbra cria plano para valorizar produtos locais e alimentos sustentáveis

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A Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, de que a Figueira da Foz faz parte, elaborou uma estratégia alimentar, de oito anos, com o objectivo de defender sistemas de produção alimentar sustentáveis e assegurar que as pessoas consumam alimentos seguros e saudáveis.

Este plano “reflete uma preocupação da região com a alimentação, com a gastronomia, com os produtores locais e com as cadeias curtas de produção”.

“Ou seja, os produtores produzem e nós fazemos chegar aqueles produtos, que são os nossos produtos locais, às cidades e garantimos também uma alimentação saudável, sustentável e também inovadora”, disse o vice-presidente da CIM da Região de Coimbra, Raul Almeida.

No âmbito do projecto ‘Food Corridors’, do programa Urbact, a CIM-RC apresentou uma estratégia alimentar (2022-2030).

“A nossa visão é transformar a Região de Coimbra num pólo regional ligado à produção, consumo, investigação e inovação alimentar sustentável e, para isso, criámos acções prioritárias”, sublinhou.

Um dos objectivos passa por promover a implementação de medidas de prevenção dos resíduos, concepção ecológica, reutilização, entre outras acções “circulares”, com a criação de um plano para a redução do desperdício alimentar, bem como com uma plataforma ‘online’ de troca de subprodutos / resíduos.

De acordo com o secretário executivo da CIM, Jorge Brito, neste momento existem projectos (submetidos e aprovados) para implementar a estratégia alimentar desenhada pelo ‘Food Corridors’, no valor de cerca de sete milhões de euros.

“O exemplo mais robusto foi uma aliança, que é nome de um dos projectos, promovido no âmbito do Erasmus+, que é um projecto de cerca de quatro milhões de euros, com vários parceiros europeus, mas temos outros exemplos. O projecto, por exemplo, com a Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), no âmbito de Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), chamado ‘Carbon2Soil’ para ajudar e optimizar o processo de retenção carbónica”, explicou.

A ideia é, nomeadamente, desenvolver um guia prático focado na criação de modelos de negócio de circuitos curtos, assim como produzir uma metodologia adaptada para cálculo da pegada ecológica de produtores locais, a fim de ajudar os produtores a chegar aos consumidores.

Sensibilizar a população para necessidade de mudar os padrões de consumo actuais são outras das acções que integram a estratégia.

A Região de Coimbra pretende ainda incentivar a adopção de critérios de sustentabilidade ambiental e social nas compras públicas para cantinas escolares, com vista a aumentar a qualidade das refeições fornecidas na escola, bem como criar um grupo de trabalho para promover o diálogo com o Governo em matéria de Acordos-Quadro, por exemplo.

A ideia é também promover acções educativas com escolas locais (laboratórios escolares) centradas nos subtemas principais do projecto ‘Food Corridors’.

“A nossa aposta, através da Estratégia Alimentar da Região de Coimbra 2022-2030, é continuar a construir oportunidades de apoio aos sectores agroalimentar e gastronómico, com particular enfoque na inovação e sustentabilidade, promovendo o consumo e a produção sustentável de produtos regionais, o que, por conseguinte, reforçará a economia do nosso território”, concluiu Raul Almeida.

Integram a CIM da Região de Coimbra os municípios de Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de Poiares, do distrito de Coimbra, e Mealhada e Mortágua, dos distritos de Aveiro e de Viseu, respectivamente.

 

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