No caminho do futuro – Opinião – Rui Duque

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Texto de Opinião

Rui Duque

No caminho do futuro

As raízes são, sempre, um mar de esperança!

Tocou o telefone e à surpresa do convite para um texto mensal de opinião, retorqui da minha disponibilidade. Apesar do atrevimento de expender opinião sobre a coisa pública, o desafio de refletir e agitar, com promessa de autoavaliação critica futura, foi decisivo.

Definidas as regras e os timmings, o contributo de livre reflexão mensal na Figueira TV, a quem cumprimento a ousadia, iniciou-se com o texto “Figueira da Saudade”, cujo acolhimento me gratificou e incentivou a mais.

A verdade é que o desafio valeu a pena.

A Cidade e o Concelho têm uma história importante, de gente importante, com obras importantes realizadas em seu benefício e o “sobe e desce” cíclico das suas crises existenciais, seduziu-me para este serviço público temporário gracioso.

A Cidade e a Universidade – Quererá de novo, a velha Cabra, “manhosa”, fazê-lo?

À pequenez populacional e de importância socioeconómica da Vila, sobreveio a Cidade de privilégio no acesso e usufruto de vantagens, ligada a uma certa elite intelectual, que por si se apaixonou e laborou perante territórios mais extensos, ricos e influenciadores que a admiraram e invejaram. Poder-se-iam identificar alguns vultos, mas referencia-se, no coletivo, a velha Universidade da Lusa Atenas, que a tomou nos braços e a apresentou à Capital do Reino e da República.

O recém-anunciado, (como outros fortíssimos Anúncios!) Campus Universitário da Vetusta Universidade será o prelúdio de um novo ciclo de Projeção do Burgo, ou não sairá de uma alavanca de financiamento dos contratantes para um período de crise mútua, económica e de existência?

Localmente, no outro lado das coisas em que não se devia estar e que isso se revela na interação das gentes e com o meio envolvente, importa refletir sobre o libelo da discórdia imanente.

Na Vida (humanidade e natureza), os elos de vitalidade e fragilidade, estão indissociados dos ciclos virtuosos e viciosos, de abundância e escassez, de pujança e medo(s), de expansão e retração, de dicotomia ou simetrismo, de mais e de menos.

Os processos de virulência que se vão repetindo, fenómenos de radicalização que não permitem terceiras vias ou leituras moderadas, onde as crenças limitadoras de uns se misturam com as impostoras de outros,  conduzindo a um desfiladeiro perigoso, devem merecer um Alerta Geral, um Travão, por quem genuinamente se preocupa com o progresso e bem estar do Concelho e Cidade.

Chamar à colação gente sábia, ativa e participativa, em desfavor da mediocridade de figuras secundárias – societárias de benefícios – é um imperativo de consciência e uma responsabilidade comunitária.

Torna-se necessário trazer ao espaço público comunitário Paixão e Ideias Novas, bem como não mercantilizar princípios, valores e serviço público.

Devem ir à lide e estar na liça, todos os que, por competência, mérito, experiência e disponibilidade, possam contribuir para o Paradigma de voltar a tornar Grande o que o foi outrora, sem dramas e desonras.

Por vezes o silêncio também não é desistência, mas oportunidade para reflexão e surgimento de novos protagonistas.

Os leitores da Figueira TV precisam de outras opiniões, de novos opinantes.

Uma nota final para os gandareses, do qual sou parte componente na dupla via dos ascendentes, parte integrante do mosaico das gentes do Concelho, que assumam as suas responsabilidades cívicas nas decisões de gouvernance.

Umas boas festas para todos e um até já!

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