Progresso técnico – Opinião – Ricardo Costa Santos

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A semana em que escrevo estas palavras coincide com o regresso à capital de um dos grandes eventos tecnológicos do mundo. A sétima edição do Web Summit em Lisboa permite-nos, enquanto país, divulgar a nossa atratividade para investidores e empresários. Simultaneamente, permite aos nossos ouvir e contactar com personalidades que têm percursos brilhantes em diversos domínios: desde tecnologia até à linguística. Para os céticos, pode até tratar-se de uma estranha e despropositada ode ao progresso do sistema capitalista e algo que, se não tiver que ser combatido, pelo menos não deveria ter o tempo de antena que tem. Para os mais geeks, ir à FIL nestes dias é como aquilo que imagino ser uma visita à Disneyland: cheio de coisas novas e, por vezes, indistinguíveis de magia aos nossos olhos.

Apenas na última década, o progresso tecnológico contribuiu para que tanto anteriormente exclusivos de alguns círculos académicos (como Machine Learning ou Redes Neuronais) começassem a fazer parte do nosso léxico comum. Mais, o mesmo progresso trouxe também novos conceitos que, de tão inesperados, não constavam sequer nos mais populares filmes de ficção científica: Big Data, Criptomoedas ou Metaverso. Graças à tecnologia temos hoje ao nosso dispor ferramentas que seriam impensáveis há cerca de 5/10/20 anos. Repare que, mesmo os hoje em dia comuns conceitos de Redes Sociais ou Algoritmos são incompreensíveis para aqueles que não tiveram a fortuna de acompanhar a evolução dos tempos.

O ritmo a que a tecnologia e as novas formas de inteligência artificial evoluem é assustador e difícil de acompanhar até para quem trabalha nisto todos os dias. Note que Mark Zuckerberg criou o Facebook em 2004 (há apenas 18 anos). Em 2016 esse mesmo Facebook tinha, pelo menos, o potencial para ser usado como veículo de influência dos votantes nas eleições americanas. O novo dono do Twitter tem avisado há anos que a era das máquinas está a caminho

Quando confrontamos a realidade em 2022 reparamos o TikTok tornou um indivíduo chamado Andrew Tate na pessoa mais pesquisada no mundo e que obras de arte dignas de prémio já são vencidas por inteligências artificiais (IA). Nos tempos que correm, a única coisa que não me leva a crer numa Skynet da vida real está em, muito provavelmente, nós humanos nos anteciparmos e usarmos as formas primitivas de IA para causar a nossa própria extinção.


¹https://www.theguardian.com/technology/2014/oct/27/elon-musk-artificial-intelligence-ai-biggest-existential-threat

²https://www.pulse.ug/lifestyle/the-story-of-andrew-tate-the-most-googled-man-on-earth-today/p30hm73

³https://www.businessinsider.com/ai-art-wins-competition-angering-artists-2022-9?op=1

 

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